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Data.

Oitenta anos de muita paixão

No dia 3 de janeiro de 2022, o alviverde gasparense completa 80 anos de história, que é contada por quem a viveu

FOTOS: GUILHERME SPENGLER

Há 80 anos, no dia 3 de janeiro de 1942, começava ser escrita a história do Clube Atlético Tupi. Uma trajetória feita a muitas mãos e marcada por uma imensa paixão daqueles que fizeram o Índio Gasparense, como é carinhosamente chamado pelo seu torcedor, o clube do coração de todos os moradores da cidade. A atual casa do alviverde é no bairro Coloninha, mas o que muitos não sabem é que o primeiro endereço do Tupi foi em outro local da cidade e o time tinha outro nome. E nada melhor do que a professora e pesquisadora Leda Maria Baptista para começar a contar a história de oito décadas.

"O início oficial do esporte em Gaspar, que já era praticado desde os primeiros anos do século XX, foi com o Tupi. O primeiro endereço do clube, onde jogadores treinavam, promoviam competições e até recebiam amigos jogadores de futebol de Brusque, Itajaí, Blumenau foi na Rua do Caramujo, atual Rua Sete, no bairro Sete de Setembro".

Leda conta que era um campo acanhado e improvisado, cedido gratuitamente ao grupo de amigos. Mas, os irmãos Ralf e Silvio João Zimmermann, que era dono de uma cerâmica na cidade, doaram um terreno para a construção de um campo oficial e que passou a ser propriedade do Clube Atlético do Tupi, na atual Rua Frei Antonino, no bairro Coloninha.

A sede leva o nome de um dos fundadores do clube, Carlos Barbosa Fontes, conhecido como Carlito. O eterno patrono do Clube AtléticoTupi morreu em julho de 1956, com apenas 37 anos. No final do mesmo ano, que também marcou a conquista do título regional da Liga Blumenauense de Futebol (LBF), Carlito recebeu a homenagem.

Um dos filhos de Carlito, Clovis Fontes, conta que tudo indica que seu pai e demais jogadores estavam reunidos na Sociedade Alvorada, clube mais famoso da cidade, quando tiveram a ideia de transformar o 21 de abril - esse era o nome do time quando a sede ainda era no bairro Sete - no Clube Atlético Tupi. O nome, de acordo com Clóvis, foi uma homenagem aos antigos habitantes do Vale do Itajaí, os índios Tupis-Guaranis.

Fontes recorda que a morte prematura do seu pai foi uma verdadeira tragédia para o futebol do Vale do Itajaí. "Ele tinha uma influência muito grande na Liga Blumenauense de Futebol". A LBF era organizadora do Campeonato Regional de Futebol. Uma competição muito forte, que reunia times de várias cidades. "No estádio do Tupi foram disputadas partidas memoráveis nas décadas de 1950, 1960 e 1970", afirma Clóvis.

De acordo ele, nos começo, as tardes de domingo eram todas dedicadas ao Tupi, onde boa parte dos moradores se reunia para prestigiar os jogos de futebol. "Era a nossa diversão nos finais de semana".

Carlito costumava dizer que tinha seis filhos. Cinco com dona Ruth, e o sexto era o Tupi. "Ele dizia que o sexto filho era que mais lhe dava trabalho", afirma Clovis.Dona Ruth morreu em 2020, aos 96 anos de idade.

Foi ela, juntamente com outras mulheres cujos maridos tiveram forte ligação com o clube, que inauguraram o alambrado do campo, na década de 1960. Elas eram chamadas de "As Viúvas do Tupi". O presidente da época era Valmor Beduschi.

O artilheiro

Ao olhar para canto do estádio do Tupi, Clovis mergulha no tempo revive alguns dos grandes momentos do alviverde gasparense. Entre os personagens está o seu tio Ninha, que recebe cruzamento de Nego Lando, outra fera do time da década de 1950, para marcar de cabeça mais um gol. "O Ninha foi o maior artilheiro da história do Tupi", afirma Clovis, acrescentando em seguida: "Aqui no campo do Tupi tem muito da história de Gaspar". E encerra lembrando a Alois Teodoro Schmitt, que hoje dá nome a toda estrutura de vestiários e cabines de imprensa do clube. "Este foi o maior tupiense".



?No estádio do Tupi foram disputadas partidas memoráveis nas décadas de 1950, 1960 e 1970?, Clóvis Fontes Filho de Carlito Fontes./FOTOS: GUILHERME SPENGLER





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