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Saúde.

Leitos de UTI vão ser inabilitados

Porém, a palavra final depende da Secretaria de Estado da Saúde


Gaspar corre contra o tempo para manter dez leitos de UTI / FOTO ARQUIVO JM

Com o avanço da vacinação em massa, a taxa de ocupação dos leitos de UTI vem caindo em todo o estado. Gaspar, que chegou a ter 100% dos 20 leitos de UTI ocupados por longos períodos, zerou o número de pacientes internados em estado grave por COVID-19. Blumenau, umas das cidades mais atingidas pela pandemia na região, está com apenas 12 pacientes de COVID-19 internados na UTI. Com os números cada vez mais favoráveis, o governo do estado iniciou o processo de inabilitação de parte dos leitos de UTI, incluindo a cidade de Gaspar, que antes da pandemia não possuía nenhum.

Atualmente, o Hospital de Gaspar conta com 10 leitos bloqueados e 10 leitos ativos. Segundo explica a diretora administrativa da instituição, Fabiana Massari, o processo de inabilitação dos leitos acompanha a curva da pandemia. "A vacinação tem mostrado o resultado esperado e os casos graves diminuíram drasticamente. Logo, o desmonte do aparato para a pandemia, incluindo as UTIs, que já fazia parte do planejado estadual, é algo esperado".

O processo de inabilitação iniciada pelo governo estadual prevê que parte, ou a totalidade, dos leitos que se encontram bloqueados em todo o estado sejam desativados. O presidente da comissão interventora do Hospital de Gaspar, Jorge Pereira, informa a que a instituição e a administração municipal aguardam a definição da Secretaria de Estado da Saúde. "Caso o processo de inabilitação se confirme, iremos adequar a estrutura de UTI do hospital e iniciar o processo de implantação dos 10 leitos permanentes", afirmou Pereira. Cada leito de UTI tem um custo de manutenção diária de cerca de R$ 3,5 mil. Mesmo sendo de responsabilidade do Estado, a maior parte dos custos das UTIs é bancada pela Prefeitura (R$1.900,00) e o restante pela Secretaria de Estado da Saúde (R$ 1.600,00).

Com a desativação dos leitos, os repasses financeiros, exclusivamente para custeio destes leitos, também irão cessar.


Município e hospital correm contra o tempo

Enquanto o governo estadual estuda os próximos passos para o combate à pandemia, o Hospital de Gaspar e a administração municipal avançam na luta pela implantação da UTI permanente no município. O processo iniciado pela Secretaria de Saúde do Município já está sob análise nos órgãos competentes.

De acordo com o prefeito Kleber Wan-Dall, a intenção é conseguir que a implantação dos leitos definitivos aconteça antes da inabilitação completa dos leitos de UTI COVID pelo Estado. "Sabemos que foi uma vitória a implantação dos leitos de UTI para a pandemia, mas não podemos deixar a população desassistida quando tudo isso passar. Já temos a estrutura física e financeira para as UTIs definitivas garantidas, aguardamos agora a liberação do Estado para seguir avançado e confirmar as Unidades de Tratamento Intensivo para a nossa cidade", concluiu.

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