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Gaspar adere a Lei de Pobreza Menstrual

A lei vai promover uma série de ações voltadas para a saúde menstrual, como o acesso gratuito a absorvente nas escolas da rede municipal de ensino.

Foto: Divulgação

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que, no Brasil, uma entre quatro estudantes já deixaram de ir à escola por não ter absorventes. Pessoas que menstruam, usam em média 20 absorventes a cada ciclo menstrual. Tendo uma base de custo de R$ 0,50 por absorvente externo, ao ano ela gasta cerca de R$ 300. Um valor expressivo para mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade que precisam de atenção.. Por esse motivo, foi sancionada a lei nº4. 144, de Combate à Pobreza Menstrual e Incentivo à Saúde Íntima Feminina.

Com a lei, meninas e mulheres gasparenses vão contar com uma série de ações voltadas para a promoção da saúde menstrual, entre elas, o acesso gratuito a absorventes higiênicos nas escolas da rede municipal de ensino. A iniciativa impactará a vida de, pelo menos, 2.600 estudantes matriculadas nas escolas do município. Em Gaspar, o processo licitatório para compra de absorventes e dispensers para colocação nas unidades de ensino já está em andamento.

O texto da Lei autoriza, também, o desenvolvimento de programas e ações que visam ao desenvolvimento do pensamento livre de preconceito em torno da menstruação. O projeto de lei foi proposto pela bancada feminina da Câmara de Vereadores de Gaspar e fomentou o debate sobre a pobreza menstrual no legislativo da cidade.

O prefeito Kleber Wan-Dall sancionou a Lei nesta semana e destaca a importância de ações como essa. "A Pobreza Menstrual é um assunto importante e muita gente não conhece. Vamos enfrentar esse problema e garantir dignidade às nossas alunas da rede municipal de ensino. Além disso, vamos trabalhar com ações integradas de saúde, assistência social e educação e enfrentar essa questão, que já é pauta no país inteiro", conta Wan-Dall.


O que é pobreza menstrual?

Pobreza Menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação, seja por falta de informação, falta de dinheiro para comprar os absorventes, falta de espaços seguros e higiênicos para utilizá-los, falta de acesso à água, entre outros. O absorvente e outros produtos de higiene menstrual são hoje ainda vistos majoritariamente como um produto cosmético, de luxo.

Dessa forma, meninas deixam de frequentar a escola, mulheres precisam lidar com o estigma da menstruação e muitas colocam a saúde em risco ao recorrerem a soluções improvisadas como retalhos de pano, jornais ou outros meios, não recomendáveis.




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