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COMUNIDADE

Dono do cão Neguinho, resgatado no Margem Esquerda, esclarece fatos

Douglas Threiss, o popular Neni, diz que jamais iria enterrar o seu cão


Aliviado, depois do resgate, Neni posou para foto ao lados dos bombeiros

Douglas Carlos Threiss, o popular Neni, dono do cão Neguinho, que ontem foi resgatado pelos bombeiros de Gaspar de um buraco num terreno particular da Rua Pedro Simon, no bairro Margem Esquerda, procurou a reportagem do Jornal Metas para prestar alguns esclarecimentos já que, nas redes sociais, algumas pessoas estão interpretando de maneira equivocada a ocorrência. "De maneira nenhuma eu enterrei o meu cachorro, ele talvez tenha se enfiado na toca atrás de algum bicho", afirma Neni, que é dono do cão há oito anos e diz que nunca deixou faltar nada para o animal. "Eu o trato como se fosse um filho, nunca deixo faltar comida e água e também nunca o deixo amarrado". Neni é voluntário da Associação Gasparense de Proteção aos Animais (Agapa), que resgata animais abandonados ou que sofreram maus tratos. "Imagina eu tratar mal o meu cachorro, se trabalho como voluntário na Agapa", desabafa.

Logo após o resgate de neguinho, Neni o levou para uma clínica veterinária em Brusque, para que passasse por exames a fim de se certificar se não houve nenhuma lesão. "Ele ainda está lá, liguei agora pela manhã, vai tomar banho e ser tosado. Estou dando toda a atenção para meu cão", observa.

Neni, que é funcionário da Rádio 89FM, contou que saiu para trabalhar, na manhã de sexta-feira (22), e o seu cão estava na frente de casa. "Quando eu retornei, ao meio-dia, eu já dei falta dele, mas, como moro próximo à margem do rio, o Neguinho gosta de descer para brincar, correr atrás das aracuanas, gambás, tatus e até capivaras quando aparece. Por isso, eu não dei bola, porque é normal ele se enfiar no mato", relata o radialista.

Já no meio da tarde, Neni recebeu uma mensagem da sua mãe avisando que Neguinho ainda estava desaparecido. "Quando eu cheguei à noite em casa, chamei por ele, mas não me respondeu. Foi então que comecei a ficar preocupado, mas eu não tinha muito o que fazer, eu não podia me enfiar no mato para procurar o meu cão", explica Nenu. Algum tempo depois, ele ouviu um choro de cachorro vindo de uma área, ao lado da sua residência, onde seu avô planta capim elefante para dar ao gado. "Eu entrei no meio capim e passei a procurar, levei meia hora para encontrá-lo", relata Neni. Neguinho estava enfiado no buraco só com os olhos e o focinho para fora. "Sinceramente, eu não sei o que aconteceu", lamenta Neni. Mas a explicação pode estar na derrubada de uma enorme árvore que havia no terreno há muitos anos, antes mesmo de Neni ir morar lá. "A árvore morreu e foi cortada, mas as suas raízes, que ficaram no subsolo, apodreceram e criaram rachaduras no terreno, surgindo então várias tocas e buracos. Eu acredito que o Neguinho entrou num destes buracos, provavelmente atrás de algum bicho, e tentou sair do outro lado, mas ficou preso. Neni acompanhou todo o resgate do seu cão e, inclusive, foi ele quem retirou Neguinho do buraco, depois que os bombeiros escavaram ao redor. "Os bombeiros não conseguiam pegar o neguinho porque ele estava assustado e tentou morder". Neni diz que espera ter esclarecido o fato e reforça que jamais faria qualquer maldade com o seu cão. "Eu sou um defensor dos animais", acrescenta. Ele aproveitou para agradecer todo o empenho dos bombeiros no resgate do seu cão. 



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