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CRIMINALIDADE

Depois da bike roubada no Coloninha, moradora manda recado para o ladrão: 'Que Deus te abençoe, deve estar precisando mais do que nós'

Maricleia e o marido usavam a bicicleta para ir ao trabalho


Maricleia de Freitas Gonçalves teve uma grande decepção ao sair do trabalho na noite desta terça-feira (24). O único meio de transporte dela e do marido foi roubado: a bicicleta. Nas redes sociais, ela publicou um curioso desabafo endereçado ao ladrão: "Que Deus te abençoe, deve estar precisando mais do que nós; Ele (Deus) nos deu a oportunidade de comprar essa. Ele vai ajudar com a próxima".

O fato é que o ela e o marido precisam muito da bicicleta, já que a usavam para se deslocar diariamente da Rua José Augusto Isensee, no bairro Gaspar Grande, onde moram, até o bairro Coloninha, local de trabalho. A distância é de cerca de 10km. Maricleia é empregada do terceiro turno da Círculo há cinco meses. No dia do roubo, ela chegou em cima da hora - 21h50min - e para não bater o ponto depois do horário decidiu deixar a bicicleta em frente ao posto da Viacredi, no começo da Rua Prefeito Leopoldo Schramm, onde tem instalado um paraciclo. "Faço o trajeto ali pela rua principal, como cheguei perto das 21:50, fiquei com medo de entrar atrasada, e como sempre tem bicicletas ali eu coloquei lá e prendi com o cadeado. Hoje, pela manhã, quando saí do serviço, olhei lá e cadê ela (bicicleta)?", relata

Maricleia entrou em desespero. "O cadeado estava estourado no chão... Compramos a bicicleta em junho, quando chegamos em Gaspar. Era o nosso meio de transporte para ir trabalhar ... Meu marido usava a bike durante o dia e eu à noite". Ela conta que a bicicleta foi a primeira aquisição tão logo se estabeleceram em Gaspar. "Guardamos até o recibo".

A trabalhadora conta ainda que vem enfrentando dificuldades de doença na família. "Minhas crianças (filhos) quando não estão com bronquite é conjuntivite ou alguma virose. Eu estou fazendo o máximo pra não chegar atrasada nem faltar ao trabalho", explicou.

Existe uma chance de identificar o ladrão. A agência da Viacredi tem câmeras de segurança apontando para o paraciclo, porém, essas imagens somente podem ser solicitadas pela Polícia Civil ou Militar. Maricleia registrou um boletim de ocorrência, mas não tem certeza se vai ajudar. Quem viu a bicicleta da foto rodando por aí, o telefone para contato é (47) 99189-8142.





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