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INCLUSÃO

Gasparense se prepara para disputa dos Parajesc

Keli Filippe integra a equipe com outros 13 atletas paralímpicos

Keli Cristiane Filippe, ex-aluna das Escolas Olímpio Moretto, Ferandino Dagnoni e Honório Miranda, está se preparando para mais um desafio: representar Gaspar nos Jogos Escolares Paradesportivos. Ela será a única atleta do município na bocha. A modalidade consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca, chamada de Jack ou bolim. No caso da boca paralímpica, os atletas ficam sentados em cadeiras de rodas e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, pés e instrumentos de auxílio, e ainda contar com ajudantes (Calheiros), no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros inferiores e superiores.

Keli conta que nunca havia praticado bocha até 2021 quando o Programa Paradesporto de Gaspar visitou algumas escolas e instituições, como a APAE. Foi em uma destas visitas que ela foi apresentada ao esporte. "O primeiro contato foi surpreendente, foi como se ela já fizesse aquilo há muito tempo", relembra o professor Henrique, responsável pelo paradesporto Gaspar.

Em um "Agitação", programa da FMEL que ocorre sempre no primeiro sábado de cada mês, foi realizada uma vivência e demonstração da Bocha Paralimpica com uma calha emprestada de Blumenau. Keli estava presente e jogou com o atleta blumenauense "Mano". Ela surpreendeu e jogou de igual para igual. De lá pra cá, a jovem passou a treinar duas vezes por semana na Apae e com a equipe de atletismo na Associação da JBS (ex-Bunge).

O esporte, porém, não é novidade na vida de Keli. Em 2018, então com 15 anos, ela participou do projeto "Pernas Solitárias", iniciativa que empresta triciclos adaptados para cadeirantes. Keli participou de algumas corridas de rua, juntamente com a colega Kési Lourenço. O professor de Educação Física, Igor Santos Souza, foi quem guiou as duas jovens nesta incrível experiência que é participar de uma corrida de rua. Na época, as duas jovens estudavam na Escola Ferandino Dagnoni e, embora as limitações físicas, eram alunas empolgadas nas aulas de Educação Física. Além da emoção de participarem da corrida, Keli e Késia provaram que é possível superar limitações quando se quer atingir um objetivo.

Além de Keli, a equipe de paradesporto de Gaspar é composta por outros 13 paratletas, sendo 12 do atletismo e um da natação. Apenas dois destes atletas tem experiência em competições. Gabriely Stein Hostins, que recentemente disputou o Circuito Paralímpico na modalidade de natação e conquistou três medalhas de ouro em Blumenau, e Arthur da Silva Schreiber que, em 2021, competiu no Parajesc e Paralimpíadas na modalidade atletismo.


O Parajesc ainda não tem data para acontecer, porém, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) garantiu que os jogos serão disputados ainda este ano. Enquanto isso, Keli e toda a equipe gasparense segue treinando.Aliás, a atleta da bocha ganhou um incentivo a mais uma nova calha para a prática do esporte. A FMEL adquiriu também equipamentos para as outras modalidades paralímpicas. 

"Para nós é uma felicidade imensa conseguir implementar o paradesporto dentro das ações da Fundação Municipal de Esportes e Lazer, ver os atletas se dedicando e buscando vencer os seus limites é um orgulho, é saber que estamos no caminho certo", adirou o diretor-presidente da entidade, Roni Muller.

O paradesporto iniciou em 2021, depois de um levantamento e avaliação das crianças da rede municipal, com idas ao centro de referência Paralimpíca em Blumenau. No ano de 2022 vai acontecer uma nova avaliação com os alunos da rede municipal,  no local onde acontecem os treinos da equipe. A avaliação serve para a descoberta de novos talentos para a equipe gasparense.




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