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Mortes e perdas ainda são difíceis de serem esquecidas e superadas
Ao chegar a sua milésima edição, o Jornal Metas quis saber: quais foram as reportagens publicadas nestes 13 anos que mais chamaram a atenção dos nossos leitores? Para encontrar as respostas, o JM lançou na rede social facebook uma enquete, quando cada internauta teve a oportunidade de votar em cinco diferentes reportagens. Após uma semana de votação, as mais lembradas pelos leitores foram aquelas que envolveram perdas - principalmente de vidas.
Liderando a enquete esteve a tragédia climática que atingiu Gaspar e região em novembro de 2008. Mortes, destruição, desespero e a força de se reerguer. Foi isso que os leitores puderam ler nas páginas do JM naquele mês difícil de, até hoje, esquecer.
Em Gaspar, os sinais da tragédia começaram a aparecer no dia 21 de novembro quando parte de um morro deslizou na Avenida das Comunidades, no Centro. 48 horas após este fato a catástrofe se consolidou: as águas do rio Itajaí-Açú subiram 11,52 metros acima do nível normal. Se não bastasse isso, autoridades e comunidades tiveram que enfrentar uma avalanche devastadora e mortal: os morros deslizavam e soterravam famílias por toda a parte.
Sete pessoas que estavam abrigadas na mesma casa, no bairro Sertão Verde, foram engolidas pelas árvores e lamas que caíram sobre a residência. Nas outras localidades, o número de vítimas fatais soterradas chegaram a 14. Até hoje, uma pessoa continua desaparecida em Gaspar. Ao todo, 135 pessoas perderam a vida na região.
Isoladas em bairros onde só era possível chegar de helicóptero, as pessoas tiveram que esperar desesperadamente por ajuda. A notícia da catástrofe em Santa Catarina rapidamente tomou conta dos programas jornalísticos nacionais. Uma operação de emergência foi montada e bombeiros de todo o País uniram-se aos catarinenses nos difíceis e tristes resgates. Ao final da operação foram resgatadas cerca de 1.250 vítimas em 610horas de voo e 733 missões em todo o Vale e Foz do Itajaí.
Baú
As notícias mais difíceis de acreditar foram registradas no complexo dos Baús, em Ilhota. Moradores da região vivenciaram cenas dramáticas e tiveram que, eles próprios, cavar as covas para enterrar corpos de vítimas. Famílias passaram a noite no topo dos morros esperando por ajuda. Ao todo, 32 pessoas morreram no município e uma continua desaparecida.
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