Tragédia revoltou a comunidade gasparense que se uniu para exigir providências no local

Foi num sábado, 3 de setembro de 2011, que Gaspar despertou de sobressalto com uma das maiores tragédias de trânsito já vividas no município. O choque violento entre um caminhão e uma van que levava jovens estudantes do meio-oeste para um passeio ao Beto Carrero World, em Penha, provocou a morte de três adolescentes e uma professora no local, além de outro estudante no hospital duas semanas depois.

O acidente no fatídico trevo de acesso a Gaspar, na BR-470, também chamado de "trevo da morte", foi a gota d'água de uma situação insustentável. Situação que até hoje causa revolta nos gasparenses. A matéria publicada pelo Jornal Metas na época também foi uma das mais lembradas pelos leitores.

O acidente com a van provocou uma das maiores reações populares que já se viu na cidade nos últimos anos. A população fechou a rodovia para exigir mais segurança, o prefeito chegou a ameaçar instalar lombadas físicas, e o caso foi parar nas mãos do procurador da República, João Marques Brandão, em Blumenau.

Tanta comoção, revolta e pressão só poderia resultar em uma vitória da comunidade. Dois meses depois do protesto três lombadas eletrônicas foram instaladas próximo ao perigoso trevo, nos quilômetros 36; 37,2 e 39. Após a instalação dos equipamentos, a redução dos chamados para o Corpo de Bombeiros de Gaspar para atender ocorrências no trevo diminuiu cerca de 80%.

Vítimas da tragédia

Renata Pezenatto, de 14 anos

Danielly Hining, de 14 anos

Bruna Zenni, de 16

Gustavo Wenshenfelder, de 15 anos

Jocicler Mascarello, de 45 anos

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