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CENÁRIOS

'O Governo Federal está em débito com Santa Catarina'

A afirmação é do prefeito, empresário e pré-candidato ao governo do Estado, Antídio Lunelli, que veio a Gaspar palestrar a empresários


Lunelli abriu sua fala contando a sua trajetória de agricultor a dono do Grupo Lunelli / FOTO ALEXANDRE MELO/JORNAL METAS

O prefeito de Jaraguá do Sul e empresário, Antídio Aleixo Lunelli, veio a Gaspar na sexta-feira (3), para uma palestra a empresários. Na conversa, ele contou sua trajetória profissional, falou de gestão pública e privada e dos motivos que o levaram a entrar na vida pública, embora admita que nunca teve essa aspiração.

De família humilde, filho de agricultores, Lunelli, de 59 anos, é hoje proprietário da Lunelli Malhas, uma das maiores empresas do ramo têxtil do Sul do País, com mais de 23 milhões de peças produzidas todos os anos. Com 40 anos de atividades, a Lunelli emprega 4.800 colaboradores e tem uma carteira de 20 mil clientes ativos, 1.300 modelos por coleção, 165 mil m² de parque fabril, e produz 1.300 toneladas de malha/mês. 

Foi a construção dessa potência do ramo têxtil e as suas experiências como empresário e gestor público que trouxeram Lunelli ao município à convite da Associação Empresarial de Gaspar (ACIG). Para o presidente, Edemar Wieser, a entidade não poderia ter escolhido empresário melhor. "O homem está na crista da onda", brincou Edemar, para em seguida afirmar que Lunelli é um exemplo de empresário que pode contribuir na troca de experiências com os associados da ACIG. "Temos um cenário bastante desafiador para 2022, tanto de retomada econômica, quanto de aspectos relacionados à política, pois será um ano de eleições, e tudo isso reflete sobre o empresariado. Lunelli, além de gestor público, é um empresário muito bem-sucedido e que pode trazer contribuições significativas para os nossos associados".


O presidente da ACIG, Edemar Wieser: "não podíamos ter escolhido melhor empresário" / FOTO ALEXANDRE MELO/JORNAL METAS

Antes da palestra, Lunelli falou, com exclusividade, ao Jornal Metas. "Esse trabalho entre a iniciativa privada e o setor público, essa integração - e que nós conseguimos obter com sucesso muito grande no nosso município - é que viemos falar aqui", afirmou. O empresário entende que os setores público e privado precisam, cada vez mais, andarem juntos, de mãos dadas. "Nós entendemos que esse é o segredo do sucesso tanto para o nosso município, quanto para Santa Catarina e para o país", acrescentou.

Pré-candidato declarado ao governo do Estado pelo MDB, Lunelli afirmou que o melhor candidato é aquele que já esteve dos dois lados "do balcão". "Esse sabe da dificuldade de criar, de desenvolver, de gerar emprego, de pagar os impostos e depois valorizar o dinheiro lá na ponta. Nós precisamos valorizar e cuidar muito bem do dinheiro público. O setor público precisa ser tão bem administrado, tão bem gerido quanto uma empresa particular", destacou.

O prefeito de Jaraguá do Sul falou sobre os impactos da pandemia, e salientou que foi preciso que a classe empresarial se reinventasse e a informática contribuiu muito neste processo. "Com o advento da informatização nós pudemos ter muito mais agilidade, muito mais rapidez, menos burocracia e, certamente, vai sobrar muito mais para o nosso povo trabalhador, honesto, cidadão de bem. Nós temos que dar a nossa contribuição, a nossa contrapartida, afinal de contas, nós estamos no setor público exatamente para procurar a cada dia fazer mais e melhor e melhorar a vida do cidadão, do nosso contribuinte".


 Associados da ACIG vieram para o encontro/palestra com o prefeito e empresário Antídio Lunelli / FOTO ALEXANDRE MELO/JORNAL METAS

Ao ser questionado sobre o cenário econômico e político para 2022, Lunelli disse que esperava um pouco mais do governo federal na questão da simplificação e da desburocratização. No seu entender, o Governo Bolsonaro não conseguiu unir todos os entes que fazem a política nacional. "Se você não tem a maioria, você não governa. Certamente o governo federal poderia ter entregado mais para Santa Catarina, está em débito com o Estado", opinou, lembrando que Santa Catarina deu ao então candidato Jair Bolsonaro quase 3 milhões de votos no segundo turno das eleições, o equivalente a 75% dos votos válidos dos catarinenses.

Para Lunelli, a solução para a governabilidade do país é simples: menos picuinhas e mais resolução de problemas. "Eu diria o seguinte, os invés de nos preocuparmos tanto com picuinhas, nós devemos realmente resolver os grandes problemas do nosso país. Nós estamos em um país com dimensões continentais. Nós poderíamos ser, no mínimo, a terceira economia do planeta e o que nós temos visto nos últimos tempos? Muita pobreza, muita miséria, ameaça da inflação chegando novamente. Eu entendo que nós precisamos de mais ação e menos palavras", disparou.

Lunelli disse acreditar no Brasil, mas também entende que nem a extrema direita, nem a extrema esquerda podem ser as gestoras das mudanças. "Certamente ainda seremos uma potência econômica mundial e por isso que nós estamos aqui. Por isso nós precisamos eleger muito bem os nossos governantes. O extremismo não é positivo para ninguém", finalizou.



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