O VAR, ou árbitro de vídeo, veio para descomplicar e não complicar. Mas, parece que técnicos, dirigentes, jogadores e torcedores ainda não se acostumaram com a tecnologia. Vi em alguns jogos do Brasileirão total falta de informação com relação ao recurso eletrônico. É verdade que, em alguns lances, existe uma demora excessiva na decisão dos árbitros, mas isso faz parte. Vamos precisar nos acostumar à nova realidade, ou seja, gritar gol e comemorar cinco minutos depois. O que eu acho é que ficou ruim foi o replay do lance, antes apresentado pelas emissoras de TV em todos os ângulos. Agora, tem que aguardar a decisão do VAR.
Jogaço e lição de humildade
O futebol é apaixonante porque acontecem coisas realmente extrordinárias, como jogador herói virar carrasco e vice-versa no mesmo jogo, mas o que aconteceu no domingo à noite na Arena do Grêmio foi simplesmente fantástico. E mostra o quanto o espírito de grupo pode levantar ou derrubar um time. O Grêmio é a cara do seu técnico: um time bom, porém, prepotente e arrogante. Desdenhou do Fluminense ao marcar o terceiro gol. Pagou caro pela desconcentração. O Fluminense explorou bem esse lado do tricolor e acabou virando para um 5 a 4 histórico e que deveria servir de lição para o time gaúcho. A mesma lição, aliás, que eu acho que o Barcelona aprendeu nesta terça-feira quando foi eliminado da Liga dos Campeões da Europa, ao perder para o Liverpol por 4 a 0. No primeiro jogo, em Barcelona, o tme de Lionel Messei havia vencido por 3 a 0. Esse clima do "já ganhamos" nunca deu certo no futebol.
Libertadores
O Flamengo nunca se deu bem quando precisou decidir vaga na Copa Libertadores fora de casa, porém, time por time, o mengo é melhor que o Peñarol. Só tem um jeito dos uruguaios passarem: se os jogadores do Flamengo sentirem a pressão fora de campo, porque essa é a arma do Peñarol.
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