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COLUNA
Simone Makki / jornal@jornalmetas.com.br
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Rótulos e alimentos - Parte I


O Código de Defesa do Consumidor também ampara as pessoas que necessitam de informações específicas sobre determinadas substâncias contidas nos produtos, por motivos de saúde. De acordo com o artigo 8º, os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não devem acarretar riscos à saúde ou segurança dos consumidores, "exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito"

Você consumidor entende os rótulos dos alimentos? Veja o que é importante observar:

Tamanho da letra, uso de termos técnicos e poluição visual costumam ser os maiores problemas

Você costuma ler os rótulos nas embalagens dos produtos? Entende o que dizem? De fato, a tarefa não é simples. Interpretar números e nomes diferentes dos que usamos no cotidiano exige um pouco de conhecimento nutricional.

Segundo Resolução nº 259 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2002, as informações nos rótulos devem ser apresentadas com tamanho não inferior a 1 milímetro e devem ter cor contrastante ao fundo da embalagem. Para facilitar o entendimento dos rótulos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu simplificar alguns dados para os consumidores. Países como Reino Unido e Austrália já apresentam algum tipo de informação nutricional na frente da embalagem, como açúcar, gordural e sódio.

Diante do aumento da obesidade entre os brasileiros, conforme estudo divulgado pelo Ministério da Saúde, apontando crescimento de 42,6%, em 2006, para 53,8% em 2016, atentar para as propriedades dos alimentos tem se tornado cada vez mais necessário.

Os rótulos devem conter, obrigatoriamente, informações em quantidade por porção e em porcentagem. Além de valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio.

O primeiro item descrito é o mais abundante do produto, o que já indica se ele é adequado para o consumidor. A caloria é a energia que o alimento fornece para o organismo. Neste quesito, o alerta é observar a porção apresentada. Às vezes, o pacote tem 100 gramas, mas, as calorias correspondem a uma porção de 30 gramas, por exemplo. Como não há uma padronização, na hora de comparar alimentos, é preciso calcular a proporção de uma marca para outra

Na hora da comparação, deve-se ficar atento as porções de cada marca. O que é importante observar?

Para quem é hipertenso, as atenções devem estar direcionadas à quantidade de cloreto de sódio, que é o sal, muitas vezes presente em grande quantidade em produtos

Quem está querendo evitar o açúcar ou é diabético deve observar a relação dos ingredientes primeiro. Maltodextrina, açúcar invertido, mel e glicose de milho, por exemplo, são açúcares, de acordo com Geórgia, mas aparecem na tabela nutricional, por vezes, como carboidratos. O ideal, conforme a OMS, é o consumo de até 25 gramas de açúcar por dia, o equivalente a seis colheres de chá.

Fonte Idec - Instituto de Defesa do Consumidor