-
(Fotos: Jornal Metas)
Moradores querem uma lombada em frente ao Vila Isabel
Todos os dias, Jussara Lana Luís, de 29 anos, faz uma perigosa travessia de casa para o trabalho. Ela mora no Barracão, próximo à entrada do Residencial Vila Isabel e à SC 411, ou Rodovia Ivo Silveira, e a confecção em que trabalha fica do outro lado da via. Pelo menos duas vezes ao dia, Jussara enfrenta a fúria dos carros e caminhões, para ir de um lugar ao outro.
A dificuldade para atravessar é grande, principalmente nos horários de pico. “É difícil os carros darem a vez para nós. Às vezes, ficamos esperando muito tempo para poder atravessar. Com criança isso fica ainda mais complicado”, diz Jussara. O problema não atinge somente os pedestres. Além da entrada do residencial, há o estacionamento de um mercado, que fica na beira da rodovia e, do outro lado, a entrada e saída de um posto de gasolina. Dificilmente um carro consegue entrar na via com segurança e os acidentes são frequentes.
Segundo moradores da localidade, quase todos os finais de semana ocorrem acidentes naquele ponto. Recentemente, ocorreu a morte de um jovem de 18 anos no local e a comunidade já acumula relatos e vítimas do perigoso local.
Na via, o limite máximo de velocidade permitido é de 40km/hora. Mas, segundo os moradores, os carros trafegam numa velocidade muito superior a isso. Além da ausência de qualquer mecanismo de fiscalização na entrada da Vila Isabel, as lombadas eletrônicas instaladas na entrada no Bateias e do Barracão continuam não funcionando. Ou seja, não há controle de velocidade durante todo o trecho da rodovia que compreende estes bairros.
A Associação de Moradores do Vila Isabel (Amvi) há mais de três anos reivindica, sem sucesso, a instalação de uma lombada eletrônica na entrada do residencial. Moradores organizados pela entidade chegaram até a fechar a rodovia mais de uma vez, em protesto. O máximo que a comunidade recebeu das autoridades responsáveis foi a construção de uma ilha de segurança, que, a despeito do nome, não tem nada de segura.
A reivindicação da comunidade, até então, era pela instalação de uma lombada eletrônica na entrada do loteamento. No entanto, quando viram que a lombada instalada na entrada do Bateias sequer foi ligada, decidiram mudar o pedido para a colocação de lombadas físicas. Conforme informações da Amvi, um requerimento foi enviado no mês de julho ao Deinfra estadual. O prazo para que o estado envie uma resposta é de 30 dias e vence amanhã (domingo, 21). Segundo representantes da entidade, se durante a próxima semana não receberem nenhum comunicado sobre o requerimento, a comunidade organizará novamente um protesto, dessa vez mais longo. “Afirmamos, falando pelos cidadãos comprometidos com essa luta pela segurança no trânsito, que chegamos ao limite da tolerância e que estamos todos a ponto de explodir. Não aceitamos mais mortes e não aceitamos mais desculpas, queremos uma solução rápida”, escreveu a associação em carta publicada pelo Jornal Metas no dia 13 de julho deste ano. O superintendente do Deinfra no Vale do Itajaí, Magno Andrade Duarte, admite que já recebeu requerimentos da comunidade do Vila Isabel e já respondeu explicando que não tem poder decisão. “Não tenho autoridade para mandar instalar lombadas. Estes requerimentos devem ser enviados para a presidência do Deinfra, em Florianópolis”.
Deixe seu comentário