Uma história de 70 anos de conquistas do clube do Lagoa

Tamandaré é um dos times de futebol amador em atividade mais antigos de Gaspar. Em 2011, completa 70 anos de história ou de glórias, como preferem dizer seus apaixonados torcedores do simpático bairro Lagoa.

A data de fundação do time é 20 de junho 1941. Já a Sociedade Esportiva e Recreativa Almirante Tamandaré, que acabou nascendo justamente em função do time, é bem mais jovem, foi criada em 1989. O futebol amador é tão levado a sério pelos lados do Lagoa, que este ano a diretoria do Tamandaré decidiu dar um presente ao seu fiel sócio-torcedor. O time voltou a disputar uma competição regional.

É o único representante de Gaspar na Copa de Futebol de campo, organizada pela Associação de Futebol Amador de Blumenau (AFABLU). E o time da categoria Titulares está classificado paras as quartas-de-final da competição (leia box na página ao lado). Já o Veteranos ainda luta para buscar uma vaga à próxima fase.  Se conquistado, o troféu da AFABLU irá se juntar a outros que estão expostos na galeria de troféus do clube que leva as cores do Peñarol, do Uruguai. Entre eles, os campeonatos municipais que até a década de 1980 eram bastante disputados.

O registro mais antigo do time do Tamandaré é uma foto de 1954, em que constam muitos jovens jogadores, membros de tradicionais famílias do bairro Lagoa. Entre eles estão Dolete Alves, popularmente conhecido como Gaspar e que teve participação fundamental na história e existência do clube, Chiquinho Alves, Zezinho e Arnaldo Venturini.

A comunidade também é bastante participativa. “Em dia de jogo, a casa fica lotada”, diz, satisfeito, o atual presidente do clube, Luiz Antonio Brassanini. Ele próprio já foi jogador do Tamandaré. Nascido em Blumenau, veio jogar no time em 1986. Foi quando conheceu a esposa e acabou se apaixonando também pelo Tamandaré.

A família da esposa de Brassanini, por sinal, é toda envolvida com o clube. Tanto que o time de 1978 foi formado apenas pelos irmãos dela. “Meu pai, Anselmo dos Santos, teve 18 filhos: onze homens e sete mulheres”, conta Norberto dos Santos, o Betinho, um dos jogadores daquele timaço de 78. Anselmo era também quem cuidava dos uniformes e chuteiras dos jogadores do Tamandaré.

Betinho conta que os filhos mais novos ficavam responsáveis por engraxar as chuteiras, deixando-as limpas e conservadas. A ligação com o time era tal, que até da varanda da casa deles se podia assistir aos jogos aos domingos. “Quando minha mãe não podia estar na arquibancada, assistia ao jogo da varanda da nossa casa que ficava de frente para o campo”, recorda Betinho, que foi quem assumiu o time depois que o pai parou. Ele também foi o ecônomo do clube até janeiro deste ano. “Agora assumi um compromisso com o futebol de salão do Tamandaré, que participa da Taça Lance”, explica.

O próprio Brassanini já fez história no clube. Membro de quatro diretorias, sendo duas vezes na condição de presidente, foi ele quem fundou o time dos veteranos do Tamandaré. E, na sua atual administração, empreendeu importantes melhorias no clube, como a instalação de um playground e de alguns aparelhos para exercícios ao ar livre. Além da reforma da sede social.

Fundação
Nos arquivos do Tamandaré não existem registros precisos de quando o time começou. Acredita-se que isto aconteceu em 1941, por iniciativa de Joaquim José Alves, Bubi Spengler, Zeca Leadoro, entre outros moradores do bairro. O primeiro campo foi no mesmo terreno onde atualmente está a sede do clube. Depois, foi para a beira do rio, nos terrenos de Joaquim José Alves, passou também pelas terras de Manoel Pereira para, enfim, voltar ao terreno original. O local foi doado por Irineu Theiss quando oficialmente fundou-se a sociedade Tamandaré.

Antigamente, o time do Tamandaré era formado apenas por jogadores da comunidade, membros das famílias Alves, Santos, Pereira, Werner, Reinert e Venturini. Hoje, os jovens do Lagoa perderam um pouco a cultura do futebol amador. “Eles têm outras prioridades e não querem assumir compromissos com o futebol. Por isso temos jogadores de outros bairros e até um de Brusque”, conta Brassanini.
 

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