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(Fotos: Jornal Metas)
Neste sábado, 15, é dia de render homenagens aos professores
Hoje é dia de homenagear o profissional responsável por boa parte da nossa educação, transmite conhecimentos, ensina a ler, a escrever e a fazer contas. Hoje é dia de lembrar e agradecer a aquele que, depois do pai e da mãe, dá as bases de conteúdo e valores para construirmos o sucesso das nossas vidas. Hoje é o Dia do Professor.
No bairro Margem Esquerda fica uma das escolas mais tradicionais do município: a Norma Mônica Sabel. Com cerca de 700 alunos, a escola existe há 27 anos, tendo acompanhado e orientado muitos jovens da infância à adolescência.
Há seis anos, a professora Mara Lúcia de Lima Minozzo ensina e ajuda a escrever uma parte dessa história de sucesso na educação do município. Ela dá aulas de Língua Portuguesa para estudantes do 6º ao 9º ano na Norma Mônica Sabel. Sua paixão pela profissão começou ainda na infância, quando brincava de escolinha e sonhava em ser professora. “Vim de família pobre e o ofício de professor sempre me encantou”, conta.
Há 13 anos, Mara Lúcia passou a ser uma dessas profissionais que, quando criança, admirava. “Claro que, daquela época pra cá, muita coisa mudou. Hoje é preciso ter muita coragem para ser professor, porque não é um dia-a-dia fácil”, admite. A começar pelo fato de que o professor não é mais o único detentor do conhecimento, como parecia ser para a menina Mara Lúcia.
Hoje, as pessoas possuem acesso à informação de inúmeras maneiras. O desafio agora, para a professora, é estimular nos alunos o gosto pelo conhecimento. “Se o professor consegue fazer o aluno se apaixonar pelo conhecimento, é porque o aluno viu nele essa mesma paixão”, ensina a professora, para quem o ofício é um exercício diário de abnegação. “Quando se trabalha com pessoas, não há como não se doar.
O bom é que você também recebe em troca. E o retorno positivo que temos dos alunos é algo que não tem preço”, declara.
Ainda assim, ela vê que as condições de trabalho para os professores são muito difíceis. Para ela, é cada vez mais nítido que a educação não é prioridade no Brasil. O salário é baixo e as escolas muitas vezes não estão bem equipadas para se realizar um trabalho de base consistente. “Apesar disso, de todas as escolas em que trabalhei, a Norma Mônica é a melhor estruturada”, elogia.
Porém, a convivência com os alunos, vê-los crescer, amadurecer, compensa todo o esforço. “É muito bom saber que nós temos parte no crescimento e formação do aluno, inclusive na maneira dele pensar. E é também uma grande responsabilidade”, pondera. Mara Lúcia diz que ser professor, hoje, é muito mais do que dar aulas. “A gente é um pouco psicólogo, um pouco pai, um pouco mãe. Tem alunos que se sentem mais à vontade em conversar com o professor do que com os pais”, diz. Muitas vezes, por a família não ser tão presente no dia-a-dia escolar do filho, o professor acaba sobrecarregado. “Nós temos que avaliar o aluno não só pelo rendimento dele em sala, mas observar o seu comportamento e relacioná-lo com o contexto em que ele vive”, completa.
É preciso gostar da profissão
Na Educação Infantil essa responsabilidade é a mesma, segundo a professora Suzana Isaura Soberanski Lemos. Ela está na profissão há dez anos e há cinco trabalha no Centro de Desenvolvimento Infantil Vovó Lica, também no Margem Esquerda. Quem a inspirou a escolher o ofício de professora foi a irmã. “Ela queria que eu fosse com ela fazer o magistério. Aí eu acabei gostando e abracei a profissão também”, conta.
Suzana é a professora do Período da Infância III, na qual ficam crianças de 4 a 5 anos. Para ela, apesar de cada um ter suas dificuldades, lidar com alunos maiores ou com as crianças no CDI exige a mesma responsabilidade do profissional, pois ele está participando ativamente da formação dos pequenos. Aliás, essa é uma das etapas mais importantes na vida do indivíduo, pois é quando se forma o caráter. É preciso ter muito conhecimento e habilidade para lidar com as crianças, pois um erro na educação infantil pode influenciar diretamente no futuro da pessoa.
“Chegar ao CDI e ver os olhinhos deles pra gente, ver as crianças alegres com a nossa chegada, já é muito gratificante”, afirma a educadora. Segundo Suzana, como hoje os pais trabalham muito, e principalmente as mães não ficam mais em casa com os filhos como antigamente, faz com que aumente a responsabilidade do professor em fazer com que a criança sinta-se acolhida no ambiente escolar. “Para ser professor em educação infantil, principalmente, tem que gostar muito do que faz, gostar de crianças e estar ciente da sua influência na formação delas”, diz.
O CDI Vovó Lica atende hoje a 230 crianças, mas ainda não comporta a demanda. Mas, o CDI conta muito com o apoio da comunidade e hoje trabalha com uma proposta pedagógica consolidada, o que garante a qualidade da educação infantil no município de Gaspar.
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