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A carne de javali é uma das mais apreciadas. Em média, é vendida a R$ 35,00 o quilo in natura. Por isso, alguns donos de terras em Gaspar passaram a criar os animais em piquetes. Todavia, isto se tornou um problema porque os javalis não são assim tão dóceis como se imagina. Os animais fogem das propriedades e se embrenham nas matas. Se sentem ameaçados, atacam. O Ibama está regulamentando a criação deste animal em confinamento.

ARTIGO
Os adolescentes, ao tempo da ditadura militar, sonhavam com a liberdade como um instrumento de auto-afirmação na família, nas comunidades e na sociedade como um todo. Pois, apesar do regime de exceção, a alma do espírito democrático a rondar o inconsciente ou “consciente maturativo”. De que algo no espaço social, político precisava ser mudado. Este eixo espiritual não foi destruído pela força de dominação do militares à época.
A noção de mudança, sempre presente no tecido sociológico brasileiro, a inquietação grassava desde as camadas sociais mais baixas às mais altas – Elites. O espírito mudancista sempre presente no meio social em todas as suas arestas, em proporções e intensidades constantes, como uma massa pensamental uniforme e invisível a incomodar sempre o regime de opressão. – Uma permanente inquietação.
A entrada no regime democrático é um sonho realizado de um povo que não acostumou-se com a mordaça. A mancha negra do regime de exceção não pode e nem deve ser um trauma para  superproteção de crianças, adolescentes, ou mesmo adultos, por algo que não pertence mais ao mundo deles, pois o relativismo político do estado brasileiro foi incorporado ao Estado Democrático de Direito.
Ao se propalar a superproteção às novas gerações, que vivem a liberdade, ideal sonhado  pela anterior,  está se criando um grande paradoxo, pois a própria liberdade almejada pela geração anterior não pode  ser utilizada como ferramenta para o bem comum, vez que os pais passam a controlar os passos de seus filhos de forma intensiva, coercitiva desde o nascimento, formando assim, não filhos reais, mais filhos ideais, modelos, referências, projetos, tudo, menos uma vida  autônoma e soberana no tempo.
 A vida não pode ser um projeto de vida que não deu certo em um ideal sonhado por outrem, visto cada um, ser único e total. Educação, orientação, sim, porém superproteção nunca, pois a superproteção é apenas um castigo disfarçado.
“A entrada no regime democrático é um sonho realizado de um povo que não acostomou-se com a mordaça”.

Opinião

Votar no candidato daqui
O desenvolvimento de uma região passa, necessariamente, pela implantação de uma infraestrutura adequada às suas necessidades. Há muito tempo se fala em falta de representatividade política do Vale do Itajaí, especialmente a cidade de Gaspar que há mais de duas décadas não elege um deputado estadual ou federal.
Às portas do início de mais uma corrida eleitoral, a discussão em torno do voto local e regional volta à cena. Embora não seja uma regra da Justiça Eleitoral, incitar o eleitor a votar no candidato da sua região é mais do que uma obrigação. Quem escolhe mal seus representantes, sofre por quatro anos. Isto é regra e tem se comprovado na prática com os inúmeros escândalos noticiados pela imprensa nacional.
Uma união de forças em torno de um nome ou, no máximo dois, parece algo fora de propósito na política local. Historicamente, Gaspar é uma cidade onde o ranço do  passado se sobrepõe ao desejo popular de um futuro melhor para todos.
Estamos vivendo essa situação no atual governo municipal, onde mais uma vez especula-se em torno das desgraças, das coisas mal iniciadas ou inacabadas. A política do tá tudo errado é regra geral.
No entanto, procurar apenas os erros não contribui para o desenvolvimento de uma cidade, de um povo ou mesmo de uma nação. Gaspar evoluiu muito nos últimos 10 anos, talvez um salto maior do que nas duas décadas anteriores.
Se avançamos muito mais nesta primeira década é porque administrações anteriores deixaram graves problemas para seus sucessores, mas nada que a competência e união não possa solucionar.
Todavia, muitas das soluções não dependem apenas da boa vontade. Elas passam pela ajuda que vem de fora. E aí volto ao assunto inicial deste comentário, ou seja, com boa representatividade é possível buscar mais rapidamente as soluções. Gaspar necessita de muita coisa. Existe um senso de urgência em cada esquina da cidade, mesmo que a evolução dos últimos dez anos mostre que houve melhora das condições de vida. No atual estágio é importante que se tenha o deputado que conheça a realidade, porém com disposição para trabalhar. Os nomes vão surgir, basta observar e votar no melhor.

Alexandre Melo,
jornalista

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