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Cartão-postal da região, o rio Itajaí-Açu vem sofrendo várias agressões ao longo dos últimos 150 anos. Leis foram criadas para regularizar algumas atividades que exploram o velho rio e a iniciativa privada tenta fazer a sua parte com programas de recuperação do rio e das suas margens, porém pouco se faz para conter as ocupações irregulares. A cada cheia do rio, o problema se agrava e praticamente nenhuma ação de concreto se adotou.
ARTIGO
Experimente ler
O escritor Monteiro Lobato enfatizou que “uma nação se faz com homens [mulheres] e livros”. É verdadeira a afirmação que “o brasileiro não gosta de ler”? Acredito que apesar de estarmos experimentando um crescimento no hábito da leitura no nosso país, ainda estamos muito distante do ideal.
A leitura é o caminho ideal para a educação e melhoria do país, mas como estimular a criação e formação de leitores? Há a necessidade urgente de políticas públicas para estimular o hábito da leitura (iniciativas que colaboram para que o brasileiro alcance oportunidade de inclusão cultural pelo incentivo à leitura), facilitando o aceso aos livros, diminuindo obstáculos como a distância, falta de tempo (corre-corre cotidiano) e de recursos financeiros (custo das obras).
É preciso e essencial saber ensinar o prazer da leitura que “engrandece a alma” (possibilita a vivência de emoções e o exercício da fantasia e da imaginação). O incentivo e a motivação à leitura devem começar bem cedo (em casa), articulados com um sólido projeto pedagógico (na escola), fomentando o pensamento crítico através da leitura.
“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde”. O hábito da leitura melhora e expande o conhecimento intelectual e cultural, abre novos horizontes, proporciona o melhor aproveitamento do tempo, além de ser um instrumento de entretenimento (de elevada qualidade). A leitura é ao mesmo tempo um meio de buscar conhecimento e “uma fonte inesgotável de prazer”, ampliando a “visão de mundo” e desenvolvendo o senso crítico (saber argumentar, expor ideias, defender opiniões).
“Viajar pela leitura sem rumo, sem intenção. Só para viver a aventura que é ter um livro nas mãos. É uma pena que só saiba disso quem gosta de ler. Experimente. Assim sem compromisso, você vai me entender. Mergulhe de cabeça na imaginação” (Clarice Pacheco). Como destacava o poeta Mário Quintana: “os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.
Marioly Mendes
Mestre em Gestão de Políticas Públicas
Opinião
Um dia de alerta
Se tem um assunto que consegue ser unanimidade é a questão ambiental, porém muito mais na teoria do que na prática. Essa preocupação acentuou-se mais no final do século XX, mas já em 1866, o biólogo alemão Ernst Haecke criou formalmente a disciplina de ecologia, um ramo da biologia que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente.
De lá prá cá, a pesquisa científica tratou de apontar os erros cometidos pelo homem que acabaram por destruir boa parte das nossas reservas naturais. Hoje, os esforços da sociedade são maiores para reequilibrar a vida no planeta, mas os prejuízos são enormes e muitos irreversíveis.
O 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, é utilizado para alertar e cobrar soluções imediatas para um vida mais sustentável no planeta. Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), a data alerta para ações imediatas de prevenção e recuperação de ecossistemas.
Nesta data, promessas são feitas, que vão do discurso vazio à implantação de estruturas governamentais permanentes para lidar com a gestão ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.
À imprensa cabe também cumprir o seu papel na defesa dos interesses do meio ambiente. Por isso, o Metas nos Bairros circula neste sábado com uma edição especial dedicada ao assunto, focando a realidade de uma área da cidade que envolve os bairros Poço Grande, Pocinho e Macucos, muito próxima ao nosso maior patrimônio natural: o rio Itajaí-Açu.
Não podemos apenas esperar dos governantes as soluções para os problemas ambientais. Podemos, cada um de nós, fazer a nossa parte para preservar a natureza. Precisamos investir mais naquilo que temos de mais valioso, que é a nossa inteligência, para aprender, com os erros do passado, e construir um futuro melhor para o planeta. É só assim que vamos nos tornar uma super potência ambiental.
Alexandre Melo
Jornalista e coordenador de redação Jornal Metas
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