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(Fotos: Jornal Metas)
Grupo nasceu há onze anos com foco na preservação da natureza
O Gasparinho é agora a nova sede para reuniões de um grupo de pessoas que começou há onze anos: o Grupo Beche. Criado por quatro amigos em 2000, o grupo tinha sede às margens do Rio Itajaí-Açú, no bairro Figueira, próximo à igreja da Assembleia de Deus.
“Participamos de uma limpeza do Itajaí Açú, promovida pela prefeitura. Então, depois do trabalho, nos reunimos para fazer um churrasco e confraternizar”, lembra o primeiro membro do grupo, Lorival Valim, atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Segundo ele, um dos amigos presentes sugeriu que as reuniões passassem a ser periódicas, e foi assim que nasceu o Grupo Beche. Além de Valim, os fundadores foram Ademir, Marcelino, Bafi e Mário, que foi quem deu a ideia do nome.
A intenção inicial era que o grupo nunca passasse de doze pessoas. Mas, desde que a sede mudou para o Gasparinho, em 2009, a turma passou a ter 28 participantes. “Mudamos porque a margem do rio começou a ser frequentada por usuários de drogas, que estavam invadindo nossa sede. Então decidimos que era hora de sair”, diz Remir Marafon, outro membro do Beche.
Na sede antiga, tudo havia sido feito respeitando os limites do meio ambiente. Nenhuma árvore foi cortada ou movida de lugar, e a construção foi adaptada às características do local. “Tínhamos até um pequeno pomar, plantados pelos integrantes do grupo”, conta Valim que tem comércio de frente para o rio. De lá, ele cuida para que o Itajaí-Açú não sofra agressões. Uma vez, ele viu um senhor jogar lixo no local e, assim que a pessoa entrou na sua loja, ele o repreendeu. “O homem voltou para recolher o lixo que havia deixado lá”, lembra, com orgulho, o comerciante.
Na sede do Gasparinho, Valim plantou novas árvores, uma para cada sócio cuidar, com a intenção de fazer um novo pomar. Na entrada, uma placa demonstra um dos principais valores do Beche: a preservação do meio ambiente, pois foi a partir desse tema que o grupo surgiu. “Sempre cuidamos para não danificar o meio ambiente durante os nossos encontros”, afirma Marafon.
A sede do grupo Beche está atualmente passando por reformas. Mas, os integrantes acreditam que até o início de outubro ela estará pronta para ser reinaugurada. Nela, os participantes se encontram todas as quintas-feiras para um momento de lazer. Nos finais de semana, eles se reúnem com a família, às vezes vão até acampar. Eles também alugam a sede para eventos de fora, desde que não haja programação nenhum evento do grupo na data.
De acordo com Valim e Marafon, o Beche é fechado, não comporta novos integrantes. O grupo, do qual participam algumas autoridades e lideranças municipais, possui até diretoria formada. O presidente atual é Claudir Schramm, Marafon é o tesoureiro, Valim o diretor social, entre outros membros da diretoria.
Nome virou sigla
O nome Beche foi uma sugestão de Mário, um dos primeiros integrantes. Ele não sabia ao certo o significado da palavra, assim como os demais sócios fundadores. Conforme conta seu Valim, o grupo pesquisou para tentar encontrar o significado de beche em outras línguas, mas foi em vão. Mesmo assim, todos acharam que daria um bom nome. Valim sugeriu que Beche fosse a sigla para a combinação das palavras Bonito, Elegante, Charmoso, Honesto e Ecológico. A criativa ideia foi aprovada pelo grupo e assim ficou.
Alguns anos mais tarde, seu Valim encontrou essa palavra nas instruções da embalagem de uma lima, que garantiam ser o produto eficaz para afiar beche, entre outras ferramentas. “Daí eu supus que beche fosse uma ferramenta, mas nunca descobri qual seria”, diz ele. Em uma pesquisa na internet, o Jornal Metas encontrou dois significados para essa palavra, vindos do francês: pepino-do-mar, ou uma ferramenta de jardinagem - a pá.
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