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COLUNA
Por Bibiana Benites | jornal@jornalmetas.com.br

Amarelo é a cor do sol

Logo que o mês de setembro bate na porta, eu me lembro de três coisas: da cor amarela, do afeto gratuito e do quanto podemos fazer a diferença na vida de alguém. Que o mundo precisa de amor, todos nós já sabemos, mas, quando colocaremos em prática o ato de espalhar o nosso abraço a quem precisa dele? Em que circunstâncias a vida terá que nos pôr para distribuirmos o nosso melhor sorriso? O que mais precisa acontecer para que possamos entender que o nosso olhar atento e fraterno diante das coisas e das pessoas é o que realmente faz a diferença nos nossos dias?  

O "Setembro Amarelo" é um mês de alerta, diálogo e reflexão.

Certa vez, o escritor Rubem Alves escreveu a seguinte frase: "Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil." Vocês já pararam pra pensar que estamos sempre ocupados, atrasados, distraídos? Manipulamos o tempo a nosso favor para o que diz respeito somente aos interesses que nos convém e esquecemos que existe um universo inteiro ao redor.

Que estejamos mais disponíveis para aconselhar, acolher e que tenhamos a sensibilidade de entender os sinais de alerta que alguém possa querer nos emitir. Às vezes, quem menos imaginamos é justamente quem mais pode estar precisando de ajuda. Se você conhece alguém que demonstra os seguintes sintomas: mudança inesperada de comportamento; casos extremos de irritabilidade, isolamento do convívio com a família e amigos; oscilação repentina de humor, impulsividade entre outros distúrbios deste nível, não silencie. Seja um canal de intermediação entre esse indivíduo e a busca de um tratamento clínico urgente. É preciso perder o medo de falar sobre o assunto.

 O "Setembro Amarelo" é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, e a ideia do Centro de Valorização da Vida (CVV) é justamente essa: dar visibilidade para a causa, gerar uma mobilização, prevenir, compartilhar informações. Não podemos nos esquecer de que, muitas vezes, o suicídio acontece de maneira impulsiva diante de algumas situações muito impactantes e inesperadas da vida, como o final de um relacionamento, a perda de pessoas queridas, abusos ou mesmo crises financeiras. Pois saibam: algumas pessoas não sabem administrar determinadas situações, e quem somos nós para julgá-las por isso?

Por todos esses aspectos, o sentimento que eu gostaria de trazer com esse texto é de EMPATIA. Não podemos permanecer na inércia diante de acontecimentos deste grau. Estejamos atentos, sejamos amáveis, receptíveis. Um minuto da nossa abstração pode valer uma vida inteira. Aos que estiverem passando por algum momento de dificuldade e chegarem até essa mensagem, saibam: vocês não estão sozinhos! Vocês são necessários! Vocês são importantes! Procurem uma ajuda profissional, um parente próximo, um amigo, mas não desistam de vocês, afinal, amarelo é a cor de tudo aquilo que brilha, é a cor do sol, do ouro e da persistência.

LIGAÇÃO GRATUITA - O Centro de Valorização da Vida (CVV) atua na prevenção ao suicídio por meio de apoio emocional às pessoas em situação de risco. O Centro possui uma rede de voluntários treinados à disposição de pessoas que querem e precisam conversar. O telefone é o 188. As ligações são gratuitas e sigilosas.

Bibiana Benites

bibianamolleda@yahoo.com.br





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