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CORPO NO GASPAR ALTO

Irmã fala sobre jovem assassinada

Priscilla Avancini, irmã da jovem encontrada morta em Gaspar, esteve na delegacia no início da tarde desta segunda-feira (23)


Corpo de Luciana (detalhe) foi encontrado jogado em uma trilha, sem a cabeça / Foto: Divulgação/

No início da tarde desta segunda-feira (23), a irmã da jovem encontrada morta em Gaspar, no fim de semana, esteve na delegacia para prestar depoimento. Antes de conversar com o delegado responsável pela investigação, Bruno Effori, Priscilla Avancini, 27 anos, falou rapidamente com a equipe de redação do Jornal Metas. Ela lamentou a morte da irmã, Luciana Avancini de Souza Franco, assassinada brutalmente aos 19 anos. "Não sei o que se passa na cabeça de um ser humano que tira a vida de outro. O que fizeram com a minha irmã, não se faz com ninguém. Sei que ela estava em um caminho errado, mas ela não merecia isso, ninguém merece", emociona-se. O corpo de Luciana, que estava com a cabeça esmagada, foi encontrado na manhã de domingo (22), jogado em uma trilha no bairro Gaspar Alto.  

Quem avistou o corpo foram alguns trilheiros, que acionaram a Polícia Militar. Também estiveram no local as equipes da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Blumenau, para onde o corpo foi levado. A identificação, de acordo com o delegado Effori, foi feita por meio de impressões digitais. Informações preliminares apontam que o corpo estava no local há aproximadamente cinco dias, porém a informação só será confirmada após o término do laudo pericial. O corpo tinha marca de golpes de faca nas costas. De acordo com a Polícia Civil, não havia nenhum Boletim de Ocorrência informando o desaparecimento da jovem. Ela também não tinha passagens pela polícia.

Conforme contou Priscilla, Luciana e mais uma irmã adolescente moravam em Curitiba, no Paraná (PR), quando perderam a mãe há 10 anos. Na época, o padrasto colocou as meninas em um abrigo, de onde elas fugiram algumas vezes. Há cinco anos, Priscilla - que foi criada pela avó, em Penha - pediu a guarda das irmãs na justiça e trouxe as meninas para morar com ela, em Blumenau. Mas a convivência não deu certo. "Elas fugiam, andavam com gente errada, sumiam. Por isso, há três anos, devolvi minhas irmãs à justiça, pois não estava dando conta de cuidar delas", diz.

Mas, nesse ano, as irmãs voltaram a pedir ajuda a Priscilla. "Eu aceitei elas novamente mas, em março, elas foram embora. Luciana dizia que iria voltar para Curitiba. Nos falávamos algumas vezes pelo facebook e ela dizia que estava bem", recorda. Mas, na manhã desta segunda-feira (23), pelos meios de comunicação, Priscilla ficou sabendo do assassinato da irmã. "Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. Lembro da Luciana pequena, são muitas recordações. Não sei quantas vezes eu pedi a ela para não se envolver com gente errada. Espero que Deus se encarregue em fazer justiça", afirma entre lágrimas.

Quem tiver qualquer informação que possa auxiliar a polícia na investigação do caso deve entrar em contato pelo 181 ou 3332 1000. As informações podem ser repassadas anonimamente


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