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Zico e a TV Coligadas

Ao completar 61 anos, em 1972, Zair Aníbal de Souza, mais conhecido como Zico, publicou o livro Imagens de uma conquista (Nova Letra, 133 páginas). Trata-se da história em miúdos da TV Coligadas, a primeira estação de televisão de Santa Catarina e, de leve, a criação do Jornal de Santa Catarina, o primeiro jornal impresso em ofesete em nosso estado. 

O mesmo grupo que criou a Coligadas (que maldosamente eu grafava nos meus escritos TV Galegadas. Título que merecia a TV Galega, que ninguém praticamente mais vê.

Aliás, a nossa imprensa anda mal das pernas. O JSC que de um grupo do empresariado local passou para a RBS. ANBC, sua substituta, matou de morte matada os 3 grandes jornais diários: O Diário Catarinense, o JSC e A Notícia. Nunca imaginei que um estado do como o nosso ficasse sem os chamados jornalões. Feliz é o Rio de Janeiro com O Globo, o Jornal do Brasil e outros órgãos de comunicação. Em São Paulo, continua firme A Folha de S. Paulo , O Estadão e o Diário de São Paulo entre outros. Para compensar os novos donos "matadores de diários" e monopolistas, criaram um revista (fraquinha) nos finais de semana.

O Santa também esteve nas mãos o Santa com Flávio Coelho de Almeida e Mário Petreli, Este mantém diariamente Notícias do Dia. A Capital, ao menos, tem seu jornal.

Zico, itajaiense, veio garoto da Rádio Difusora para a cidade de seu coração: Blumenau. Conta as dificuldades para a implantação da TV em Santa Catarina. Cita nomes ligados à emissora: Caetano Deeke de Figueiredo, um verdadeiro gentleman e relaciona seus colegas de trabalho. De alguns esqueceu o nome ou o sobrenome. O Tunéca, vindo do Rio de Janeiro, não podia faltar. O Gilberto Schneider, brincalhão, piadista, meu amigo e fanático por cinema.

Estava quase no final da obra, quando na relação dos camaraman aparece o Airton Floriani, dono da Voz da Razão, há 30 anos. Atuou na Coligadas e na RBS. Jornal ou livro são especialistas em errar nomes. Assim, o Airton virou Floriano. Em vez de Floriani.

Quando o JSC foi adquirido pela RBS, culpei os empresários locais pela venda. Errei. Vende quem quer. Adquire quem pode.

Quando escrevi meu primeiro livro - Rio que passa em nossas vidas - já que a capa era uma aquarela do primo Alberto Luz dividi os capítulos em quadros . Zico, espertamente, usou para suas recordações Tomadas.

Zico encerra suas anotações com esse desabafo:

"Não há posses que paguem o que eu vivi em todos esses anos. Acumulei o sorriso sincero do dever cumprido. Conservo a alegria desde criança, e ainda tenta passar para a minha família e amigos sentimentais e universais e . Hoje vivo com lindas e honestas lembranças de meu passado. Sou um homem feliz porque o meu Deus conserva a minha vida com muita saúde; vivo consciente de cada passo trilhado, de cada trilha a ser descoberta. Este é o grande legado para meus filhos, para os meus netos,. Olho por detrás das câmera, querendo me abraçar.

Ao encerrar, queria dizer ao meu pai, Anibal Izaías de Souza:

- O senhor de fato estava certo, e me mostrou a direção correta. Obrigado."

(Nota do autor: o pai do Zico, achando-o muito tímido, arranjou-lhe emprego numa emissora de rádio em Itajaí).


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