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Trivial variado

Oportunistas - Na época, o Elite , hoje demolido, situava-se ao lado de um estacionamento na equina da rua XV com a rua Professor José Ferreira da Silva, minúscula em tamanho. Era o melhor hotel de Blumenau. Hospedava altas autoridades, empresários e políticos de outras cidades. Todavia, o bar merecia incursões de todo o mundo. Até, e principalmente, de brasileiros. O grupo que frequentava o ambiente deliciava-se com comes e bebes. Quando se aproximava a hora da dolorosa, um deles saía de fininho, telefonava para a polícia com a informação: "No bar do Elite, estão falando alemão (um crime nos tempos de guerra). Chegava a lei, ocorria a dispersão e a conta deixava de ser dolorosa. Ficava pro Dia do São Nunca.

Brasilidade - Guerra na Europa e outras partes do mundo, relativa tranquilidade na América do Sul. Em Blumenau e cercanias, as manifestações de simpatia por Hitler não se faziam às escondidas. Escorados no bravo peito germânico, seus descendentes cultivavam o bigode curtinho e aparado, a saudação na base do braço e o bater do s sapatos (revi essas cenas no filme Os bastados inglórios). Ora, a toda ação corresponde uma reação. E esta partiu dos brasileiros, residentes às margens do Itajaí Açu. Brasileiros sim (já os havia). Um grupo, após ingerir uma e outras, resolveu partir para uma manifestação não tão pacífica assim. Munidos de pedras, decidiram danificar as instalações do Der Urwaldsbote (O Mensageiro das Selvas), jornal em alemão, situado na antiga Livraria e Papelaria Blumenauense. Mais tarde, o hebdomadário se transformaria no diário A Nação, criado pelo veterano, já falecido, Honorato Tomelin, que o venderia ao império dos Diários Associados. Mas uma surpresa os esperava: Na sacada, impávida colosso, a esposa do proprietário expunha-se como alvo. Rápido arrefecimento nas hostes nacionalistas. A título de consolo, um dos líderes da passeata, o advogado Stotz, garante-me o João Vieira (Mano Jango) subiu num muro (onde funcionou a Loja Ponto Frio) e convidou os companheiros a entoar o Hino Nacional. Não deu outra. Os manifestantes, desorientados por Baco, lascaram impiedosos: "Salve, lindo pendão da esperança, salve símbolo augusto da paz...!"

Uma nota que eu gostaria de ter escrito

Com a devida autorização do autor, transcrevo: "Dia desses, os alegres rapazes da imprensa foram convidados à delegacia. Lá, um perigoso bandido estava recolhido. Reúne-se a moçada e um dos responsáveis explica que a tal "assartante" tinha sido apanhado em casa. Aliás, o próprio delegado de polícia tinha ido buscá-lo pessoalmente. A moçada apanha blocos de anotações, começa a rabiscar, quando alguém , ao acabar de ouvir que o delegado tinha ido apanhar o bandido em casa, perguntou: - Ah, o senhor é amigo dele? Constrangimento geral. Mal-estar absoluto. Nisso, um velho jornalista, sutilmente, explica que o delegado escolhia melhor suas companhias. E que o ato de buscar meliantes era o equivalente a ir prendê-los em domicílio. (Santa ignorância era o título da nota da coluna Front, do Jornal de Santa Catarina, de Norton Azambuja, em 1º. de agosto de 1982).


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