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Tons sobre o Tom (1)

08 Fevereiro 2019 19:17:33

Não tem aqueles ditos, sentenças, provérbios que uma vez ouvidos, não nos deixam nunca, nos acompanham pela vida inteira? Relendo Antônio Carlos Jobim - Um homem iluminado, encontrei uma porção deles. O livro é assinado por Helena Jobim, única irmã de Tom. Ela é escritora.Publicado em 1996 pela Editora Nova Fronteira possui 443 páginas.

Não dá para negar a importância de Jobim na música popular brasileira. Ele a levou e a tornou conhecida e admirada no mundo todo. Muitas de suas frases ficaram famosas. Trespassadas de humor e melancolia - mas sempre inteligentes.

Algumas delas, publicadas por Renato Sérgio, na revista Manchete:

Estou na hora em que se pode dizer tudo.

Estou numa idade em que começo a olhar para trás. Acho que vai começar a virar saudade.

Sou produto de um lar desfeito, da separação de meu pai e minha mãe quando eu tinha um ano.

Sou caseiro, na verdade levo vida monástica, mas saio todo o dia para beber. Qual é o monge que não bebe?

Se eu deixar agora esse planetinha tão simpático, é capaz de aparecer alguém dizendo que eu fugi do Imposto de Renda.

O drama do artista é que ele luta para ser conhecido, e quando consegue, compra uns óculos escuros e vai morar escondido em cima de um morro.

Siga em direção contrária à seta. Na mesma direção, você já encontrará tudo desfigurado.

O ouro do Brasil são os jovens.

O importante é permitir que cada um siga sua profissão. Não adianta fazer um sujeito com boca de flauta, tocar contrabaixo.

Oitenta por cento do meu trabalho não têm nada a ver com a Bossa Nova.

Como diz Carlos Drummond de Andrade, devido ao adiantado da hora, eu me sinto anterior às fronteiras.

Àquela hora exata em que os bandidos já foram dormir e os inocentes ainda não chegaram.

Sem falsa modéstia: sou o homem mais modesto do mundo.

Acho que devo muito de minha música à beleza do Rio.

A vida está ficando muito cheia de gente. Como é que eu vou arranjar tempo para fazer uma autobiografia? E tem mais: deve ser uma coisa muito dolorosa.

Que eu saiba, a única coisa que tem de novo todos os dias é o sol da manhã.

Fumaça saindo de chaminé já foi símbolo de progresso, hoje é poluição.

Tem gente escolasticamente perfeita. Mas não são criativas. O futuro já era: vou acabar em plena Amazônia toda asfaltada, como um matitaperê empalhado no dedo.


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