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Psicose, livro e filme

Sempre ouvi dizer ou li que filmes baseados em obras literárias, sempre ficam aquém delas. Deparei com um volume de Psicose na Biblioteca Fritz Müller, rotulado como literatura americana-suspense (de Robert Bloch, editora DarkSide Entretenimento Ltda., 1959, 237 p.) e resolvi confrontar o livro com o filme, visto por mais de dez vezes. Embora Alfred Hitchcock tenha declarado: - Meu filme Psicose veio todo do livro de Robert Bloch.

Percebi que o famoso diretor não seguiu a ordem cronológica da história, mas preservou a essência. Uma sinopse de Psycho assinala: Esta produção de 1960, EUA, traz no elenco Anthony Perkins, Janet Leigh (esposa de Tony Curtis e pais da atriz Jamie Lee Curtis), Vera Miles, John Gavin, John McIntire, Martin Balsam. Num motel junto a uma estrada de pouco movimento acontece uma série de assassinatos que desafiam a competência de vários detetives da polícia local. Um dos filmes mais famosos do mestre do suspense, em que o soberbo domínio da técnica cinematográfica faz esquecer eventuais imperfeições do argumento e do roteiro. Os pontos altos são a fotografia em preto-e-branco; a trilha sonora, o planejamento visual, especialmente na cena do chuveiro; e o desempenho de Anthony Perkins, o melhor de sua carreira.

Outra fonte registra: - Jovem foge com dinheiro da imobiliária onde trabalhava e planeja encontrar o amante, que mora em outra cidade, mas interrompe a viagem para dormir num velho motel administrado por um estranho rapaz e sua mãe, onde é assassinada.

Psicose teve continuações, ou seja, imitações, todas grotescas: a 2, de 1983, a 3, de 1986, dirigida por Perkins, também interpretando o atormentado Norman Bates nos dois filmes, e uma versão de 1998, com Vince Vaughn, vivendo um Bates um tanto efeminado.

A primeira vez que assisti ao filme ocorreu em Curitiba, no Cine Luz, junto com Paulinho Moura Ferro, companheiro de infância em Rio do Sul e então colega no estudar Direito na Federal do Paraná. Formado, estabeleceu-se em Florianópolis. Nunca mais soube dele. Recordo que, abobalhado, fazia pouco caso do terror anunciado. Mas na cena em que o detetive (Martin Balsam) recebe no topo de uma escadaria uma facada na testa calva, meu amigo pulou da cadeira. Ri à vontade, embora tenso com a ação na tela.

Falando de outro clássico hitchcokiano (Os pássaros, 1963), um crítico afirma que com essa produção, ele "inaugurou uma longa série de filmes apocalípticos de horror. Revela influência marcante das ideias de romancistas como Franz Kafka e Edgar Allan Poe, e de cineastas como Buñuel, autores que costumam colocar em discussão a precariedade do destino do homem."

Concluímos que quanto à qualidade maior do primeiro Psicose, o de Alfred Hitchcock, é como o verso de Caetano Veloso: "meu primeiro amor, o único e verdadeiro."


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