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Pensando, votando e penando

Pouco importa se este desabafo saia antes ou depois das eleições. Se imitássemos os Estados Unidos onde o voto não é obrigatório, este artigo nem teria motivo de ser escrito.

Mas eleições há, tanto lá como cá (falo isso em termos de Brasil). Do Oiapoque ao Chuí. Isso ocorre em tempos de cataclisma (feminino existe sim) mundial. Com todos os cuidados possíveis e imagináveis não há como evitar aglomerações. E o corona agradece antecipado.

Não pediu aposentadoria ainda. Certos estamos de que lhe seria concedida com aprovação geral de todos os habitantes do universo. Exigir que os governantes tenham nascido na cidade que governarão ou atuarão como vereadores soa a pura xenofobia. Afinal, Santa Catarina foi presidida (governada, dizemos hoje) por um escritor nascido no Rio de Janeiro: Alfredo d`Escragnolle Taunay, o Visconde. Lazinho teve como berço a simpática Indaial. E assim não faltam outros exemplos.  

Blumenau teve como primeiro prefeito um itajaiense José Henrique Flores Filho. Daí foi uma sucessão enorme de mandatários com sobrenome alemão. Só a partir de Evelásio Vieira é que sobrenomes brasileiros despontaram e imperaram. Tem cidadão com mania de gerenciar sua terra por 3 vezes. Luiz Henrique da Silveira conquistou o feito em Joinville. E ele era blumenauense de nascença. Renato Vianna quis repetir a façanha. Mas não passou de duas administrações em mais ou menos seguidas tentativas.

A derrota mais feia para Vianna foi para um "forasteiro". Vindo do oeste, Wilson Pedro Kleinubing permaneceu no cargo por dois anos, desmentido o prometido: governar até o final do mandato. Foi só desse jeito que seu vice, Victor Fernando Sasse, governou sua cidade depois de inúmeras tentativas. Verdade que Kleinubing tornou-se governador e alcançou fama nas esferas estaduais. 

Agora, seu filho, Wilson Paulo Kleinubing quer governar por 3 vezes. Pode ser o mais badalado, embora um de seus adversários mereça o título. O atual, Mário Hildebrandt, irradiando simpatia, mostrou um trabalho e tanto. Dará ponto final ao que foi iniciado. Quanto à composição da Câmara Municipal dá marcha para carnaval. Em tempos idos, tornavam-se edis pessoas com alto respaldo social: médicos, engenheiros e outras tantas profissões. Depois, o que se viu foi uma lista infinita de nomes (alguns respeitáveis) que para exercer o cargo não possuíam a mais simples instrução e visão.

Figuras folclóricas como o Piranha (depois vereador em Pomerode) dariam vasto material para um Festival de Besteiras que Assola os Municípios Brasileiros. Falta autor para compor a obra.

Não deveria contar porque a pessoa é um primor de educação. Mas houve um vereador, extremamente tímido, que pedia a um colega que lesse seus projetos. Paulo Jacques, em sua coluna diária Bunker no jornal A Nação não deixou por menos: Dieter Hering é o "vereador silêncio".


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