| ASSINE | ANUNCIE
| | | |

Museu de Imigrantes

18 Janeiro 2019 18:43:19

Dia 19 de setembro fui a Rio dos Cedros com um destino único. Conhecer e admirar o Museu da Imigração de Rio dos Cedros e Região - Um tributo a Ermínio e Clara Tafner. Foi erguido numa pequena colina com vista panorâmica da praça da igreja. O terreno pertencia ao município e à igreja, que o cederam para a construção do museu. No nome a palavra região mostra que o território foi colonizado também por alemães, portugueses e poloneses.

Os recursos dessa obra saíram da empresa JM Administração de Bens e Participações Ltda., de propriedade de José Tafner, de sua esposa Verônica, e dos filhos Marylin, Malcon, Marlon e Marlen. Não poderia ter tido melhor acolhida. Doralice (toda vez que ouço esse nome me lembro da Dora do maracatu, do Caymmi, e da Doralice, também dele, imortalizada a canção pelo João Gilberto) Panini, Secretária de Eventos e Turismo, ex-aluna minha do Pedro II, fez as honras da casa.

Em sua mesa de trabalho no museu, recebeu de presente exemplares do meu quinto livro, Máximas do Barão de Itapuí, e Tanto de memória, tanto de história, do jornalista florianopolitano Mauro Júlio Amorim. Em contrapartida, ganhei o catálogo Museu da Imigração, e os livros Surgimento e trajetória da família Tafner na Europa e no Brasil, descendência completa de Guglielmo Tafner e também Memória das famílias riocedrenses, de autoria de membros e descendentes do clã dos Tafner.

Em construção moderna e espaçosa, o edifício abriga utensílios e objetos antigos que perpetuam as tradições e a cultura dos imigrantes de Rio dos Cedros e Região. O Museu está situado numa área de 2.400 m2, dos quais 690 m2 são destinados à administração e exposição de peças separadas em ofícios ou áreas de atuação: sapataria, carpintaria, ferraria, esportes, religião (a cidade foi um verdadeiro celeiro de padres e professores), cozinha, produção de alimentos, utensílios agrícolas e temas diversos. Cabe agora para finalizar esta crônica levar ao leitor um breve e resumido perfil histórico de Rio dos Cedros: "A partir de 1850, com a fundação da Colônia Blumenau, foi impulsionada a exploração do Vale do Itajaí, dando início a uma verdadeira epopeia colonizadora." As terras que hoje são parte do município de Rio dos Cedros surgem neste contexto através do espírito explorador de colonos vindos de Blumenau em 1863. Liderados por August Wunderwald, subiram o rio Itajaí Açu de canoa e encontraram uma localidade onde havias muitas árvores de Cedro (Cedrela fissilis Vell) e resolveram "batizar" o local com este nome.

A partir daí a localidade passou a ser conhecida apenas como "Cedros". Vindos da Itália, os trentinos se espalharam na região fazendo surgir também outras comunidades, como Rodeio e ainda Nova Trento, no vale do rio Tijucas. E como nas narrativas de antanho, dá pra dizer: Era uma vez... que nascia a maior comunidade trentina fora da Itália. 



VEJA MAIS DA COLUNA

JORNAL METAS - Rua São José, 253, Sala 302, Centro Empresarial Atitude - (47) 3332 1620

| | | |

JORNAL METAS | GASPAR, BLUMENAU SC

(47) 3332 1620 |