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Metamorfoseando

Na minha biblioteca, bisbilhotando, à procura de obra inda não lida, deparei com uma que nem sabia que a tinha.

Livro das metamorfoses, coletânea de contos (um e outro texto poderia passar por crônica. Afinal, a diferença entre os dois gêneros literários é mínima).

Dos autores, só conheço dois ao vivo e em textos: Terezinha Manczak e Ivo Gomes de Oliveira. Fomos companheiros na fundação e em breves encontros na Sociedade Escritores de Blumenau. Leitura agradável e rápida deste volume da coleção Caderno de autoria. Revelam estilo próprio e singeleza nas palavras empregadas. O que comprova: Não existe literatura de Santa Catarina e sim literatura em Santa Catarina. No que concorda plenamente meu ex-professor de Português Celestino Sachet. Os autores dos escritos, caso tenham algum exemplar sobrando, deveriam enviá-lo ao crítico Celestino, que possivelmente os incluirá em uma nova edição de A literatura catarinense - Crítica literária, volume 2. Dou o endereço: Rua Alves de Brito, 447, ap. 801, Florianópolis, SC, CEP: 88015-440. Na curta biografia dos participantes de Livro das metamorfoses, todos revelam muita leitura de Franz Kafka e um cadinho de influência de Fernando Pessoa.

Percebe-se também a diversidade das origens dos escritores. A maioria é daqui mesmo, mas há os nascidos em outros estados. O que se leu acima poderá virar assunto da crônica semanal que publico em três jornais do Vale do Itajaí: A Voz da Razão (32 anos) e Jornal da Noite (36,) de Blumenau e Jornal Metas (18) de Gaspar. Sempre me considerei essencialmente um jornalista. Profissão nascida espontaneamente, após leitura constante dos grandes jornais do Rio e São Paulo: Tribuna da Imprensa, O Pasquim, Correio da Manhã, O Globo, JB, todos cariocas, e os da "mola provinciana que move o país"( São Paulo) como o definiu Di Cavalcanti em entrevista ao Jornal do Brasil; Folha de S. Paulo, Diário de São Paulo e o Estadão - estes três últimos vicejando em Sampa, apelido carinhoso dado por Caetano Veloso.

As duas outras profissões que exerci (convencido por amigos) foram: professor de Português e escritor de apenas 5 obras: Rio que passa em nossas vidas (2001), Crônica, doce crônica (2007, 1ª. tiragem e 2009 2ª. tiragem), O pensamento vivo de frei Odorico Durieux, relato jornalístico, quase biografia, 2017), A casa dos nonos (literatura infantil, 2015) e Máximas do Barão de Itapuí, crônicas e apontamentos, (título sugerido pela editora Terezinha Manczak, 2017).

No mais, considerando o valor dos autores integrantes da antologia de contos acima comentada, sugiro que enviem seus textos aos jornais de sua região. São eles que sobreviverão muito tempo ainda. Espero que concordem comigo: é inconcebível que em um estado de expressão como o nosso, tenham matado de morte mandada os 3 jornalões: Jornal de Santa Catarina, A Notícia e o Diário Catarinense. Os que os compraram do grupo RBS, Lírio Parissoto e Carlos Sanchez são donos de indústrias farmacêuticas. Logo, podem entender de remédios mas nequinha de jornais. Ou: néris de néris.

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