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Frases cariocas


Estou lendo (deve ser pela terceira vez) Ela é carioca - uma enciclopédia de Ipanema (Companhia das Letras, 1ª, reimpressão, 1999, 451 páginas). O autor, Ruy Castro, é um biógrafo de primeira de gente com maiúscula do cenário cultural do Brasil. Nesses dias em que as redes sociais divulgam as mais desencontradas notícias sobre o fechamento da Rede Globo de Televisão justificado pela dívida dela com a Fifa e o processo judicial que Bolsonaro lhe move, ficam as dúvidas da viabilidade da extinção da emissora. Parece improvável.

As frases colhidas no livro acima citado saíram da cabeça de pensantes de Ipanema, o reduto dos intelectuais cariocas a partir da década de 1950. E todos eles, de um modo ou outro, enfrentaram as lentes globais: atuando, produzindo, dirigindo, sendo entrevistados e mais e mais.

Eis a coletânea:

- Não tenho a pretensão de ser brasileiro. Tenho a pretensão de ser carioca. (Albino Pinheiro, carioca, inventor da Banda de Ipanema).

- (Sobre a morte): É mais confortável morrer em português. Como é que você vai dizer para o médico gringo, em inglês: "Tô com uma dor no peito que responde na cacunda?" (Antônio Carlos Jobim, compositor, cantor, maestro e símbolo de Ipanema).

- Meu instrumento de trabalho é a liberdade. (Cacá Diegues, diretor de cinema).

- A mulher não tem de ir para a rua. O homem é que tem que voltar para casa. (Carlinhos (José Carlos) Oliveira, cronista dos melhores).

- Meu homem não lava pratinho. Eu lavo o pratinho dele, com o maior prazer. (Danuza Leão, jornalista, escritora, modelo e musa).

- As profissões que não podem ser exercidas artisticamente deveriam ser banidas. (Domingos Oliveira, diretor, autor e ator de teatro, cinema e TV).

- Eu tinha um encontro marcado comigo. Mas, graças a Deus, nenhum dos dois compareceu. (Fernando Sabino, cronista e romancista).

- (A respeito de seus imitadores no vídeo e na imprensa:) De mim, basta eu. (Paulo Francis, jornalista e escritor).

- Quando a mulher tira a roupa no quarto, já está 1 a O para ela. (Paulo Garcez, fotógrafo).

- A Internet não se tornou uma nova Renascença, como eu pensava. É uma grande "Páginas amarelas", onde bilhões de anônimos tentam se promover. (Gerald Thomas, diretor e autor de teatro).

- É melhor um susto de beleza do que uma calma aparência. (Glauber Rocha, cineasta).

- Em sociedade tudo se sabe. (Ibrahim Sued, jornalista)

- Seja marginal, seja herói. (Hélio Oiticica, artista plástico).

. Não sou do tipo água de bidê, devagar e sem força. (Isabel, jogadora de vôlei).

- Nada melhor para a saúde que um amor correspondido. (Vinícius de Moraes, poeta, diplomata, compositor e cantor).



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