| ASSINE | ANUNCIE
| | | |

Danuza = Mulher Maravilha! (2)

Vale a pena ler Na sala com Danuza Leão? A obra foi comentada na edição anterior. Danuza exerceu a crônica social, mas depois passou para a crônica literária no Jornal do Brasil. Cultura ela possui e de sobra.

A obra mencionada acima é light, leve, agradável, longe de ser um best seller ou obra-prima. Esta observação serve também para o livro Quase tudo - memórias de Danuza Leão. Acabamos de lê-lo (Companhia das Letras, 2005, 224 páginas). E vale transcrever a primeira orelha: "Aos quinze anos, frequentava a casa do pintor Di Cavalcanti. Aos dezoito, foi a primeira modelo brasileira a desfilar no exterior. Aos vinte, casou-se com um importante dono de jornal (Samuel Wainer, da Última Hora) que tinha o dobro da sua idade e com quem teve três filhos: Pinky, Samuca e Bruno. Tempos depois, com eles inda pequenos, separou-se para viver um grande amor com um cronista e compositor pobre (Antônio Maria). 

Aos quarenta e poucos, já avó, comandou as noitadas das boates Regine´s e Hippopotamus (o que lhe valeu capa da revista Veja com o título "A grande dama da noite"). Danuza foi dona de butique, membro de júri de programa de auditório (Flávio Cavalcanti entre outros), relações-públicas, entrevistadora de TV, produtora de novela, cronista social, e publicou um livro de enorme sucesso sobre etiqueta moderna (Na sala com Danuza Leão). E agora conta (quase) tudo de sua vida extraordinária nestas deliciosas memórias. São muitas histórias alegres ou picantes de uma mulher que sempre prezou sua independência, mas também episódios tristes de quem sofreu perdas dolorosas.

E, como se não bastasse tudo o que é narrado de forma sábia e generosa ao longo deste livro, há o gran finale, que provavelmente traz as melhores páginas lidas pelo leitor brasileiro nos últimos anos. Sem fazer pregações, sem dar receitas, sem propor panaceias, Danuza Leão oferece com simplicidade e franqueza uma imensa lição de vida."

Dedica a obra "à vida, que é maior que tudo." Para ela "o amor não é tudo; até é, enquanto se está amando, mas, para viver uma grande paixão, é preciso renunciar à própria vida, uma opção perigosa que não costuma ser eterna." 

Não esconde em momento algum sua paixão por Paris, onde morou por diversas vezes e onde conheceu Daniel Gélin. Quem curtiu o cinema francês nos anos 50/60, deve lembrar-se deste ator. Chegou a trazê-lo para ver e viver o Carnaval carioca. Paixão intensa, mas de pouca duração.
Um episódio engraçado: com a eterna mania de magreza, ela e a filha Pinky aceitaram um convite de Vera Simões, filha de Simões Filho, ex-ministro da Educação de Getúlio e dono do maior jornal da Bahia, A Tarde. O convite consistia em fazer esta dieta: beber água o dia inteiro e à noite ter direito a uma sopa de alface. Depois de um mês, não resistiu: na casa do pai devorou uma moqueca de camarão com leite de coco. Sentiu-se a total traidora. 

 



VEJA MAIS DA COLUNA

JORNAL METAS - Rua São José, 253, Sala 302, Centro Empresarial Atitude - (47) 3332 1620

| | | |

JORNAL METAS | GASPAR, BLUMENAU SC

(47) 3332 1620 |