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Cultura cruzada

25 Janeiro 2019 17:54:53

Sempre disseram que as palavras cruzadas, além de se constituírem em um delicioso passatempo, aumentam o nosso vocabulário e trazem mais conhecimentos. Concordo em número, gênero e grau. Ainda mais que um dia desses,  adquirindo um exemplar, depois de resolver todas as diretas,as minhas únicas preferidas, pois abomino criptogramas, sudokus  e outros quetais, deparei com estas informações úteis e curiosas: música caipira e música sertaneja seriam a mesma coisa?
A diferença básica reside na temática: enquanto a música caipira versa sobre a vida no campo, fábulas, histórias de bichos etc., a música sertaneja revela-se mais dramática e melancólica, falando de adultério, traição e frustração. Alguns dos principais nomes da música caipira: Tonico e Tinoco, Cascatinha e Inhana, Pena Branca e Xavantino, Alvarenga e Ranchinho, Teixeirinha e Inezita Barroso. Esta, cantora, compositora e violonista, imortalizou Peixe Vivo, canção revivida na minissérie JK. 
Do lado dos sertanejos, destaque para Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano  (que motivaram o agradável filme 2 filhos de Francisco) e por aí.
Interessante também foi ler dados sobre o escritor Malba Tahan. Aquele que muita gente pensa que é árabe, muito lido no Brasil. Nada disso. É apenas o pseudônimo de Júlio César de Melo e Souza. Professor de matemática, teve um livro famosíssimo: O homem que calculava, além de outros títulos que lembram a vida oriental (Lendas de oásis, O livro de Aladim, A história dos Reis Magos...). 
Para quem atua no magistério, faz um bem danado ler outros títulos (tenho-os todos, até em duplicata): Roteiro do bom professor, Antologia do bom professor, Páginas do bom professor, O professor e a vida moderna, O mundo precisa de ti, professor...
Cuidado, porém com o selo de qualidade da editora lançadora de palavras cruzadas. Num dos exemplares que adquiri (Tempo de pensar, editora Jiboia, novo selo), deparei com esta barbaridade. Pedia-se o nome do personagem de Machado de Assis com quatro letras. A resposta era Peri, o índio de O Guarani, obra que pertence a José de Alencar e não ao criador de Capitu. Outra: solicitava-se sinônimo para lavar e passar roupa. A revistinha queria engomar que, afinal, é o ato de passar roupa com goma. Ora, há quem deteste roupa engomada. Afe!

 


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