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As soluções do Ziguelli

"Durante quase vinte anos, Adolfo Ziguelli escreveu diariamente , no rádio, no jornal, na televisão. Mas nunca o empolgou muito a ideia de editar um livro. Essencialmente jornalista, atraído muito cedo para os assuntos políticos, administrativos e comunitários, , não ignorava a verdade cotidianamente constatada pelos profissionais da imprensa: a manchete de ontem já não interessa hoje. E seus artigos e comentários foram sempre produzidos no calor dos fatos abordados."

Assim escreveu na apresentação de seu irmão Walter Ziguelli, que "continua em princípios do ano passado (1975), todavia, convalescendo de uma cirurgia cardíaca, reuniu em cinco dias, os escritos que formam este pequeno livro e, com vistas à publicação, iniciou entendimentos com a Editora Lunardelli, interrompidos pela sua morte em acidente aviatório.

Em decorrência disto, autorizei a mencionada editora a proceder à edição da obra, como era desejo do autor, tal qual a deixou escrita. Apenas, não se fixara num título, em razão do qual o livro sai com o título da primeira crônica As soluções finais."

"Com o título De como escrever prólogos, prefácios, prolegômenos e afins, sem apelar para os obséquios prestados ou um prefácio sem badalações em que afirma que este livro não tem a mínima pretensão de ser um livro. É, no máximo, um livrinho sem compromisso, leve e digestivo, nem melhor nem pior, nem crônica nem comentário."

Eis alguns dos recheios deste prato a ser saboreado por bons leitores, principalmente os que vivem na nossa Capital. Os textos escolhidos a dedo foram todos publicados no Caderno 2 do jornal O Estado, que comemoraria seu centenário no ano de 2015. O mais antigos dos jornais catarinas foi pro beleléu quando o grupo da RBS adquiriu os jornalões Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, de Blumenau, e A Notícia, de Joinville.

Comentamos um tremendo erro ao publicar nos jornais e no meu quinto livro Máximas do Barão de Itapuí um tremendo oba oba pela debandada dos gaúchos da imprensa de nosso estado. Os novos donos, fabricantes de remédios, não entendem do ramo. Então, não mais que de repente deram um sumiço total nos três diários. Assim, precisamente Blumenau que se vangloriava de ter inaugurada a primeira emissora de rádio em , a primeira estação de rádio, a televisão e o primeiro jornal impresso em ofesete hoje não tem nenhum diário. O consolo é ler no final de semana uma revista do grupo NSC (notícias sem conteúdo).

Voltando ao livro do Ziguelli: eis duas preciosidades registradas:

"O busto do poeta simbolista Cruz e Souza faz companhia agora aos de Vítor Meirelles, Jerônimo Coelho e José Boiteux, cercando o mausoléu dos Heróis da Guwwerra do Paraguai. Cruz e Souza estava no Jardim Benjamin Constant e foi mudado para o Jardim Oliveira Bello. A prefeitura tem a seu crédito a realização do primeiro transplante de busto da América Latina". (E não afirmam que Blumenau é a maior cidade em termos de transplante de qualquer órgão humano?).

É bem conhecida a irresistível atração de Vinícius de Morais por um copo. Não que o poetinha se incomode quando alguém fala nisso. Agora, por exemplo, Vinícius gostou muito de uns versinhos que circularam em Ouro Preto, no Festival da Juventude, em sua homenagem: - Você vindo a Ouro Preto / Chegará tarde demais / O que tinha foi bebido / Por Vinícius de Moraes."


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