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A sucessão municipal

12 Agosto 2016 18:31:01

Quem sabe que Blumenau foi fundada por alemães, pode pensar que com predominância seus prefeitos tenham na maioria sobrenomes germânicos. Observando a relação abaixo, veremos que num jogo da Copa, o escore estaria com os descendentes de europeus. Seria: Alemanha 26, Brasil 12. Esta crônica não pretende ter valor histórico. Trata-se de um registro incompleto, pelo menos em relação a datas. Depois do nome do burgomestre (palavra antiga que hoje significa prefeito), a data que aparece é a da posse. Se houver mais de uma significa reeleição.

O primeiro cidadão a conduzir os destinos de uma Blumenau, inda colônia, é de um itajaiense: José Henrique Flores Filho (1883). Seguem-no: Guilherme Scheeffer (1887), Gustavo Salinger (1889), Henrique Clasen (1890), José Bonifácio da Cunha (1890), Fritz Müller (1892 - o cientista reinou por apenas 27 dias), Guilherme Engelke (1892), Francisco Faust (1892), Henrique Probst (1893), Otto Stutzer (1895).

No século 20, surgem: Alvin Franz Schrader (1903), Paulo Zimmermann (1914), Curt Hering (1923), João Kernach (1992), Antônio Cândido Figueiredo (1931), Jacob Alexandre Schmitt (1933), Antônio Martins dos Santos (1934), João Gomes da Nóbrega (1934), Germano Beduschi (1935 e 1946 - o único descendente de italianos a entrar em cena), Alberto Stein (1936), José Ferreira da Silva (1938), Afonso Rabe (1941), Alfredo Campos (1944), Bruno Hildebrand (1947), Frederico Guilherme Busch Júnior (1945, 47 e 56), Hercílio Artur Oscar Deeke (1951 e 61), Gerard Carlos Francisco Neufert (1955), Carlos Curt Zadrozny (1966), Evelásio Vieira (1970), Félix Theiss (1973) Renato de Mello Vianna (1977 e 93), Ramiro Ruediger (1982), Dalto dos Reis (1983), Vílson Pedro Keinübing (1989), Victor Fernando Sasse (1990).

Embora eleito em 1997, o itajaiense  Décio Nery de Lima reelegeu-se em 2001. A lista do nosso atual século encerra-se com o filho de Kleinübing, João Paulo Karam (2005 e 2008). E desde 2013, temos à frente do paço municipal Napoleão Bernardes, candidato agora à reeleição.

Como observa, sapientíssima, Sueli Maria Vanzuita Petry, diretora do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, foi a partir da criação do MDB que predominaram os nomes de origem lusa. 

E qualquer leitor de mediana inteligência, concordará: o Movimento Democrático Brasileiro foi fundado, na marra, para enfrentar a Arena dos golpistas militares.

Partido que, como oposição, foi jovem e varonil. Hoje, com o nome de PMDB, lembra um velho senil, que se apega ao poder seja quem for o mandatário da Nação. Chegou a posar de noiva, de mãos dadas, com o falido e desacreditado, a cada passo, PT, que se dizia Partido dos Trabalhadores. Pois sim...

Quando se encerrarem as convenções e os nomes dos reais candidatos a prefeito e vice confirmados, esta coluna arriscará palpites em relação às reais chances de cada postulante.
Vale alertar o eleitor para o que escreveu Humberto de Campos em sua obra Carvalhos e Roseiras - Figuras políticas e literárias (M. W. Jackson Editores, 1947, 340 páginas). Traçando o perfil de Paulo de Frontin, registra: “Nos Estados Unidos, foi apresentada há dez anos, a seguinte tese, a propósito mesmo, do problema municipal: que será preferível, um administrador honesto e incapaz, ou um homem inteligente, e de mãos rotas?”.



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