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A cura pelo beijo

Estou relendo A cura pelo beijo (Ícone Editora, 1991, 174 páginas, Barra Funda, SP). Foi-me presenteada a obra do cronista paulistano Henrique Matteucci, Levado pelo cronista, poeta e jornalista Carlos de Freitas, à redação Jornal de Santa Catarina, no dia 20.4.91, num átimo de papo, o suficiente para ele me presentear com o livro citado na primeira linha. É composta de crônicas publicadas no Diário Popular da capital paulistana. Mesmo me conhecendo só de raspão, lascou essa dedicatória: "Gervásio, não é à toa que você é Luz. Matt, este era o tratamento dos amigos mais chegados. Na contracapa, os elogios: "Quando Henrique Matteucci lançou seus primeiros livros: Eu já beijei a lona (novela e contos de boxe), Camundongo na consciência, o Galo de Ouro - A vida de Eder Jofre -, O homem cósmico (poesias), O Massagista dos Reis (memórias de Mário Américo), O biombo grená, Luzes do ringue e o mais famoso deles O Ovo em pé), o cronista Carlos de Freitas viu nele "a graça e a leveza de um Mark Twain". Sérgio de Andrade, o humorista Arapuã, não deixou por menos e definiu Matteucci como o "Jack London brasileiro". Mais tarde, em Lisboa, o crítico português Mário Nobre classificou seu romance biográfico O Galo de Ouro entre os dez melhores da literatura esportiva mundial, comparando-o ao premiado Norman Mailer, De minha parte, limito-me a dar uma sugestão ao leitor: Leia A cura pelo beijo. Vale a pena conferir.", recomenda Arley Pereira.

Maldosamente, após tantos conselhos dados pelo autor em relação ao amor, poderíamos enquadrá-lo como um fazedor de escritos de autoajuda. Mas nada disso, diante de criações e desabafos como esses:

- Amor é magia. É gostar, ser, estar. Forma e conteúdo, luz, bondade, ternura. Saber e sabor.

- Amor é estética, ética, aroma, paz, alegria, doação. E o beijo é a manifestação mais sagrada do Amor. A mais eloquente. Em silêncio, ele transmite toda a ternura humana e eleva os amantes às adjacências de Deus.

- Amor é a palavra mais bonita do mundo. É. Não pela palavra em si - pois graviola, como palavra é mais bonita - mas pela sua carga cósmica e pelo seu profundo conteúdo. Amor é tudo. (Nota deste redator: só para enticar - Carlos Drummond de Andrade considera bunda a palavra mais bonita da língua portuguesa). Mas deixa pra lá, já que toda unanimidade é burra, segundo Nelson Rodrigues.

- Fale muito de Amor. Faça Amor todos os dias. E doe beijos. A cura física e mental da humanidade não está em ampolas, frascos e comprimidos. Está em seus lábios.

- O beijo é um santo remédio para a cura da carência, das frustrações e de todas as enfermidades decorrentes da falta de amor. Não tem contraindicação e a dosagem é livre como livre é o vento indomável.

- O beijo é o soro da juventude que Ponce de Leon procurou por todos os cantos do mundo sem perceber o quanto tinha nos próprios lábios. Amacia a pele, dá brilho aos olhos e seda aos cabelos, além de eliminar as tensões e tornar perene o sorriso e eterna a paz. Não sonegue beijos.


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