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PROJEÇÃO

Wan-Dall: '2019 será o ano de ouro da administração'

08 Janeiro 2019 18:16:00

Prefeito admite que esse será o melhor período para governar Gaspar

Foto: Wan-Dall e Pereira (E): dinheiro em caixa e otimismo para o ano que inicia / Foto: João Guilherme Simom - Jornal Metas

O prefeito Kleber Wan-Dall não esperou o dia 14 de janeiro, quando acaba o recesso de fim de ano na administração municipal, para retomar a rotina. Aliás, o prefeito praticamente não tirou férias nesta virada de ano. Na sexta-feira (4), postou um vídeo, em sua rede social, anunciando a retomada das obras da Rua Madre Paulina, no bairro Sete de Setembro. Já na manhã de segunda-feira (7), por volta das 7h, foi pessoalmente conferir as obras de revitalização das ruas Anfilóquio Nunes Pires e Dr. Nereu Ramos. "Se a cidade não para, o prefeito também não pode parar", afirma Wan-Dall, que aproveitou o intervalo entre uma visita e outra para conversar, acompanhado do seu secretário de Saúde, Roberto Pereira, com a redação do Jornal Metas. Durante mais de duas horas, o prefeito falou dos desafios que terá neste terceiro ano do seu mandato a que chamou de "ano de ouro da administração". "É o ano de ouro de qualquer prefeito, porque no primeiro você ainda trabalha com o orçamento da administração anterior; no segundo tem eleição no meio do caminho; e no quarto já tem eleição de novo, só que municipal", explicou o chefe do executivo gasparense.

Em uma cidade com cerca de 400km de estradas de chão não é difícil adivinhar qual é uma das principais reivindicações da comunidade, tanto é verdade que a prefeitura está adquirindo mais um caminhão-pipa. Porém, a administração também mira em obras estruturantes, ou seja, aquelas que geram grande impacto na melhoria da qualidade vida de boa parte da população gasparense. "Evidente que molhar as ruas que não tem calçamento é uma obrigação da prefeitura, porém, precisamos também preparar a Gaspar do futuro, e são obras como a do Contorno Urbano que vão nos dar um rumo, uma direção, um norte", afirma Wan-Dall.

Com R$ 8 milhões, que é mais ou menos o recurso anual da arrecadação de impostos como o ISS e IPTU, a administração municipal teria muito pouco para investir em obras estruturantes. Por isso, o "Avança Gaspar", lançado em 2018, já nasceu com uma verba de R$ 120 milhões, fruto de linhas de créditos abertas junto a bancos estatais como a Caixa Econômica Federal e BNDES. "É bom lembrar que a prefeitura só tem essas linhas de crédito porque vem fazendo um trabalho de gestão muito eficiente, que nos dá a possibilidade de pleitear esses recursos". Com o caixa abastecido, o governo municipal pretende levar adiante o planejamento de transformar a cidade num verdadeiro canteiro de obras nos próximos cinco anos, embora o próprio prefeito admita que muitas delas não conseguirá nem iniciar neste mandato. "A semente está lançada", teoriza Wan-Dall. Outras obras, no entanto, já estão em andamento ou concluídas, como o binário do Trevo da Parolli. "Não é a solução para o nosso trânsito, pois a grande obra é o Contorno Urbano, mas confiamos que já vai ajudar bastante", opina o prefeito. Já nos primeiros meses deste ano, a prefeitura vai lançar o edital para mais uma etapa do Contorno, que é o aterro de uma grande área por onde passará a nova via que fará a ligação entre as avenidas Francisco Mastella e Frei Godofredo. Recursos para isso existem, mas Wan-Dall diz que vai estender o pires ao novo governador, Carlos Moisés da Silva, e até ao Governo Federal, se necessário. "Vamos continuar atrás de verba em Florinópolis e em Brasília". O Avança Gaspar também projeta obras nas áreas da Saúde, Educação, Lazer, Turismo entre outras.

Se as obras do Avança Gaspar estão bem encaminhadas para o "ano de ouro da administração" Wan-Dall/Spengler, outras continuam tirando o sono do prefeito. E aí, a burocracia vem dando de goleada no governo. Das sete obras inacabadas herdadas da administração anterior, duas delas ainda se arrastam. Uma é a pavimentação da Rua Madre Paulina, no bairro Sete de Setembro. A via já está transitável, mas ainda faltam calçadas, ciclovia e sinalização. Wan-Dall acredita que mais quatro meses ainda serão necessários para enfim entregar à comunidade uma das mais longevas obras de pavimentação que a cidade já teve. "O importante é que a obra foi retomada neste início de ano", comemora o prefeito. Outra novela ainda sem data para o seu capítulo final é a da escola Olímpio Moretto, coincidentemente tocada inicialmente pela mesma empreiteira da Madre Paulina, que decretou falência durante os trabalhos. Em 2018, uma nova empreiteira assumiu e, de acordo com Wan-Dall, os trabalhos vão agora se concentrar na área externa. A previsão é que em 2019, enfim as crianças e professores ocupem as novas instalações. Em 2018, a área jurídica da prefeitura precisou trabalhar para que outras cinco obras fossem concluídas: as pavimentações das ruas Amádio Beduschi e Artur Poffo/Pedro Schmitt Junior e as unidades de saúde da Margem Esquerda, Gasparinho e Poço Grande. "Fomos obrigados a aplicar multas, conforme prevê os contratos, em algumas empresas para que elas pudessem concluir as obras", recorda o prefeito.

Câmara de Vereadores

O ano de 2018 também encerrou com fumaça branca na Câmara de Vereadores. Wan-Dall e equipe não escondem a satisfação com a eleição do vereador aliado, Ciro André Quintino (MDB), para a presidência do legislativo gasparense, embora o prefeito revele que desta vez preferiu não intervir na eleição da mesa diretora. "Na eleição anterior, o Executivo atuou e, na hora "h", o Silvio (Cleffi) quebrou o acordo e se elegeu", lembra o prefeito. Ele admite que o ex-presidente trouxe muita dor de cabeça para o executivo. "Ele fez da presidência da Câmara de Vereadores um cavalo político", dispara. Para o chefe do executivo, o novo presidente vai trabalhar pelos vereadores e pela instituição Câmara Municipal, e não por projeto político pessoal. "O Ciro já esteve à frente do Legislativo (em 2017) e o relacionamento foi muito bom com o nosso governo, trabalhamos juntos pelo município de Gaspar, pois isso é o mais importante", reitera.

Daqui a mais ou menos dois meses, o Executivo terá o seu primeiro grande teste político do ano: as negociações com o Sintraspug, o sindicato que representa os servidores públicos municipais. O mês de março é a data-base da categoria e as negociações não serão tão amistosas como foram em 2018, quando em uma única assembleia a proposta de reajuste foi aprovada. Desta vez, a categoria deve exigir um reajuste maior em função da perda do auxílio-alimentação incorporado aos salários - hoje o benefício é pago em cartão-alimentação. Wan-Dall acredita em dificuldades, porém, lembra que tudo foi feito dentro da lei, tanto é verdade que o sindicato perdeu todas as ações impetradas junto à justiça para tentar barrar o cartão-alimentação. O prefeito adianta que o Executivo prepara o Plano de Cargos & Salários, o que pode ser uma carta na manga no momento das negociações com o funcionalismo.


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