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IMPEACHMENT

Semana será de votações decisivas

Uma delas pode afastar Moisés e a vice-governadora dos cargos


Sessão extraordinária de quinta-feira (15) foi encerrada instantes antes da revogação da liminar / Foto: Agência AL/

Na próxima semana acontecem duas votações que podem determinar o futuro do governo do Estado. A primeira acontece na terça-feira (20) e diz respeito ao recebimento da denúncia do segundo processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva. Caso o plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aceite - são necessários 27 votos dos 40 deputados - será dado prosseguimento no processo.

Já a segunda votação, que acontece na sexta-feira (23), pode afastar Moisés e a vice Daniela Reinehr de seus respectivos cargos. O tribunal misto composto por deputados e desembargadores irá votar o relatório elaborado pelo deputado Kennedy Nunes (PSD). Caso a indicação seja pelo acatamento da denúncia, são necessários seis votos entre os dez para consumar o afastamento. Se houver empate, a decisão será do presidente do Tribunal de Justiça de SC, desembargador Ricardo Roesler.

Durante a semana, duas decisões judiciais afetaram de maneira importante os processos. Na quarta-feira (14), o TJSC adiou julgamento sobre a legalidade do pagamento da verba de equivalência aos procuradores do Estado, motivo do primeiro processo de impeachment. Com isso, o tribunal misto terá que votar a questão sem uma posição prévia do Judiciário. Já na quinta-feira (15), o desembargador Monteiro Rocha, do TJSC, concedeu um liminar suspendo a votação do segundo processo de impeachment no plenário da Alesc. A Assembleia até conseguiu reverter a liminar, mas quando a decisão foi publicada, o presidente da Casa, deputado Julio Garcia, já havia remarcado a votação para terça-feira (20).

Entenda os processos 

O primeiro processo de impeachment diz respeito a equiparação salarial dos procuradores e envolve Moisés e Daniela. Este processo já está mais avançado e está na fase do tribunal misto composto por deputados e desembargadores. Se a denúncia for aceita, governador e vice serão afastados por até 180 dias e o Executivo será comandado por Garcia durante o período. Neste prazo acontecerá um novo julgamento que decidirá pela cassação, ou não, da dupla.

Já o segundo envolve apenas Moisés e trata sobre a compra dos 200 respiradores da Veigamed, a tentativa de construção de hospital de campanha em Itajaí, e a suposta mentira do governador à CPI dos respiradores. Este processo ainda precisa ser votado em plenário, o que acontecerá na terça-feira (20). Caso a denúncia seja acatada, será formado um novo tribunal misto composto por deputados e desembargadores para analisar a questão. Se este tribunal também aceitar a denúncia, Moisés será afastado por 180 e dias e o Executivo ficará nas mãos de Daniela Reinehr - caso ela não tenha sido afastada no primeiro processo.


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