| ASSINE | ANUNCIE
| | | |
CONSUMIDOR

Álcool em gel não deve constar na lista de material escolar

Jornal Metas ouviu pais e consultou uma especialista em Direito do Consumidor

Alexandre Melo


FOTO DIVULGAÇÃO

Com a pandemia, alguns colégios têm incluído o álcool em gel na lista de material escolar. Diante da dúvida, que é de muito pais, o Jornal Metas perguntou aos seus internautas se eles concordavam com o pedido das escolas. As respostas foram variadas, mas todos não concordam, embora entendam que o uso individual do produto traz mais segurança ao aluno. Outros pais alertaram para o cuidados que a escola deverá ter se cada aluno levar para dentro da sala de aula o seu álcool em gel. "Será preciso ter um responsável para higienizar as mãos das crianças, pois é perigoso", afirmou Lurdes Oliveira. Outra internauta, Lucimara Basei, entende que o álcool em gel não deve constar como item do material escolar, mas o correto é que cada aluno tenha o seu produto individual a fim de criar o hábito de utilizar sempre, inclusive no transporte escolar ou público. Além disso, a internauta chama atenção que se cada um tiver o seu álcool em gel não irão se formar filas no dispenser das escolas, onde ficariam os álcool em gel coletivos.

Calméria Moser não acredita que as escolas públicas estejam pedindo álcool em gel para os alunos. "Há muito tempo, as escolas só pedem o estritamente necessário e mais de 50% dos alunos não trazem tudo", lembrou. Cláudia Garzewski também não concorda com o produto como item do material escolar. "Os pais devem incentivar seus filhos a terem o seu próprio álcool em gel e ensinar os cuidados, pois é perigoso o seu manuseio. O Estado e a Prefeitura têm o dever de arcar com este material de higiene", opinou.

 A internauta Maria Helena Camargo também acha que cada aluno deve levar o seu álcool em gel, mas que nos banheiros e demais dependências a responsabilidade é da escola .Luciano de Souza diz que a principal preocupação nem deveria ser o uso do álcool em gel. "Não vai adiantar nada as crianças e adolescentes passarem álcool em gel nas mãos e andarem sem máscara e amontoados nos ambientes das escolas".

A redação do Jornal Metas consultou a nossa colunista do Direito do Consumidor, Simone Carime Makki Voigt. Segundo ela, as escolas não devem exigir o álcool em gel, mas podem sugerir aos pais como forma de dar mais segurança individual contra a pandemia. Simone observa que o álcool em gel é um produto de uso coletivo, como o papel higiênico, por isso é obrigação da escola fornecer. Ela lembra que essa é uma exigência do protocolo de segurança para as instituições de ensino e creches reabrirem. "A princípio, a escola deve disponibilizar o produto nos locais de grande fluxo de pessoas, como o portão de entrada, banheiros, corredores, salas de aula, cantinas, áreas de lazer e prática esportivas". Simone observa que esse é o protocolo seguido pelo comércio e que deve ser o mesmo para as escolas. No entanto, ela faz uma ressalva, os pais que quiseram encaminhar álcool em gel para seus filhos na escola não tem problema, pois é uma questão de maior segurança contra a pandemia", finaliza a especialista.


LEIA TAMBÉM



JORNAL METAS - Rua São José, 253, Sala 302, Centro Empresarial Atitude - (47) 3332 1620

| | | |

JORNAL METAS | GASPAR, BLUMENAU SC

(47) 3332 1620 |