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NOVA ESTRUTURA

Colegiado vai cuidar da segurança pública

08 Janeiro 2019 18:25:00

Objetivo é a maior integração entre as instituições para tomada de decisões

Foto: Na primeira reunião foi apresentado o formato do Colegiado Superior de Segurança Pública / Foto: Maurício Vieira/SECOM

Santa Catarina terá um Colegiado Superior de Segurtança Pública. Essa é a principal novidade do novo governo estadual para uma área que sempre preocupa bastante, embora os indicadores de criminalidade venham recuando nos últimos anos. O Colegiado será formado pelo coronel Araújo Gomes (Polícia Militar), pelo delegado-geral Paulo Koerich (Polícia Civil), pelo coronel João Valério Borges (Corpo de Bombeiros), pelo diretor-geral Giovani Eduardo Adriano (Instituto Geral de Perícias) e pelo coronel Flávio Graff, que ocupará o posto de diretor-geral do conselho. O cargo de secretário de Estado da Segurança será ocupado no primeiro ano por Araújo Gomes, seguindo um sistema de rodízio anual que contemplará a Polícia Civil em 2020, o Corpo de Bombeiros em 2021 e o Instituto Geral de Perícias em 2022.

De acordo com Gomes, a proposta do colegiado é garantir uma maior integração entre as instituições, fortalecendo a área-fim, que impacta diretamente na vida dos cidadãos. "O Colegiado vai garantir que as estratégias integradas assegurem a segurança do cidadão catarinense, melhorando os índices de criminalidade, algo que já vem sendo conquistado nos últimos anos", acrescenta.

O comandante-geral da Polícia Militar fez ainda uma analogia com a iniciativa privada. Segundo ele, o Colegiado funcionará como uma espécie de conselho de administração da pasta, enquanto o diretor-geral Flávio Graff se ocupará da gestão rotineira da Secretaria. Questões como alocação de recursos, investimentos, estratégias de combate à criminalidade e o acompanhamento de resultados serão executados por todos os integrantes do Colegiado.

Na primeira reunião do Colegiado, os gestores debateram o projeto de interligação comunicativa entre todas as instituições da área da segurança pública com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) por meio de rádio. Outro objetivo firmado é integrar todos os bancos de dados num prazo de dois meses. Uma nova Lei de Organização Básica da Polícia Militar também foi elaborada, permitindo uma reestruturação da circunscrição das unidades da corporação em âmbito local, regional e estadual, usando as comarcas estaduais como base. "Isso garantirá maior governança da Segurança Pública no nível do 'chão de fábrica', onde tudo acontece", justifica Gomes.

Outra novidade apresentada foi a mudança na divulgação dos principais índices de criminalidade no Estado, tais como mortes violentas, roubos e furtos. A partir de agora, os números serão apresentados semanalmente. O objetivo é fazer com que a população tenha acesso mais rápido às informações e que os agentes públicos façam ajustes sempre que necessário.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Norberto Koerich, que até o final do ano passado ocupava a delegacia da Comarca de Gaspar, a principal vantagem do novo formato da segurança pública em Santa Catarina é a maior autonomia às instituições policiais. Segundo ele, ao ter mais liberdade para decidir os seus destinos, haverá uma valorização dos servidores públicos, o que impactará diretamente na prestação de serviços ao cidadão. "Nós teremos condições de decidir sobre o emprego dos nossos recursos, sobre o emprego do nosso material humano, visando o atendimento do cidadão e dos nossos visitantes", discursou Koerich.

Discurso semelhante foi adotado pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, João Valério Borges. Segundo ele, o Colegiado dará maior projeção à corporação e a integração efetiva ajudará na tomada de decisões, desde a cúpula até os praças. "Procuraremos estar sempre juntos nessas decisões importantes da Segurança Pública. Para o Corpo de Bombeiros Militar, poder integrar esse Colegiado vai ser uma coisa muito positiva".

Um dos mais entusiasmados com o novo formato de comando da Segurança Pública, o diretor-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano, lembrou que a autonomia administrativa permitirá o rearranjo de trabalhadores mais facilmente, já que antes era necessária a anuência do secretário de Estado. "O IGP sempre foi considerado o patinho feio da Segurança Pública. Eu estou sentindo que esse momento vai permitir que a gente se coloque numa mesa de igual para igual. Vamos conseguir investir em mais tecnologia para solucionar mais crimes por meio da ciência", entende Adriano.


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