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LEGISLATIVO

Ciro quer Poder Legislativo trabalhando por Gaspar

15 Janeiro 2019 16:22:00

Em sua segunda passagem na presidência, o emedebista prega uma maior união entre os vereadores

Foto: Ciro Quintino (MDB) acabou sendo o candidato da conciliação em mais uma eleição à presidência bastante disputada / Foto:Wilson Júnio - Divulgação

De volta à presidência da Câmara Municipal de Gaspar, o vereador Ciro André Quintino (MDB), que no último dia 11 completou 46 anos de idade, está bem mais à vontade para exercer o mandato. A experiência, em 2017, lhe rendeu bagagem para encarar os desafios. E o primeiro deles é unir os vereadores em torno de um projeto institucional para a Casa de Leis, deixando de lado as diferenças políticas. Embora prefira não comentar a gestão anterior, Ciro viu as dificuldades que seu antecessor, vereador Silvio Cleffi (PSC), teve para administrar politicamente a Casa, hoje dividida em igual proporção entre governo e oposição. Em uma eleição em que apareceu como terceira via - os postulantes eram Roberto Procópio (PDT) e o próprio Cleffi que queria a reeleição - Ciro acabou sendo o candidato da conciliação numa conversa com outros vereadores e lideranças políticas da cidade que começou dois meses antes.

E, talvez, esse seja o seu grande trunfo para os próximos 12 meses. Ciro não tinha a intenção de se candidatar, mas foi convencido a colocar o seu nome. Em troca, terá o apoio dos vereadores, o que seu antecessor não teve. O presidente diz que o foco é proporcionar aos vereadores as melhores condições para exercerem seus mandatos. E, nesta área, Ciro tem know how. Quando exerceu a presidência, no primeiro ano da atual legislatura, promoveu mudanças significativas, como a implantação da votação eletrônica, acessibilidade, estrutura de pessoal e física do plenário e dos gabinetes, além de ampliar a comunicação digital com a comunidade.

Aliás, neste último quesito, o vereador pretende continuar investindo, pois entende que a Câmara precisa estar mais próxima do povo e a comunicação é determinante para esse diálogo. "Vamos melhorar o acesso à internet e investir em equipamentos para diversificar e modernizar ainda mais a nossa comunicação com o público", avisa. Outras propostas em andamento são o retorno das sessões itinerantes e a introdução da linguagem em libras na transmissão das sessões solenes e legislativas ordinárias. "A intenção é implantar essa linguagem já nos primeiros meses", informa o presidente.

Ciro também terá outro desafio: o de conduzir as discussões em torno do polêmico projeto do Fundo Especial da Câmara Municipal. O PL 117/2018, de autoria da Mesa Diretora anterior, tem por objetivo criar uma reserva de dinheiro para o projeto e execução da obra da tão sonhada sede própria da Câmara de Vereadores. Hoje, o Legislativo gasparense funciona em um prédio alugado e bem localizado, no Centro da cidade, porém adaptado para o funcionamento da Casa de Leis, o que gera muitos entraves para funcionários e comunidade. A matéria deveria ter ido à votação no final do ano passado, porém, num acordo entre os vereadores a discussão acabou adiada para 12 de março.

Ciro não é contra o projeto, porém, discorda da proposta original de valores que colocaria, num primeiro momento, cerca de R$ 3 milhões no fundo. O presidente vai tentar convencer os vereadores a aprovarem, o PL com um valor mais baixo, embora admita que o legislativo não gasta nem a metade do que legalmente lhe é de direito, ou seja, 7% do orçamento previsto do município - cerca de R$14 milhões. Hoje, a Câmara Municipal tem uma despesa média de R$ 400 mil/mês, incluindo a folha de pagamento dos quase 30 funcionários. Em 2018, a despesa foi de R$ 4.812.000,00 de um total de custeio previsto de R$ 5.895.500.000, ou seja, quase R$ 1 milhão ficou nos cofres do Executivo. "A nossa despesa não chega a 3% do orçamento previsto do município", assinala o presidente. A Câmara de Vereadores de Gaspar, de fato, proporcionalmente ao número de habitantes é uma das mais enxutas entre os municípios do Médio Vale. Os vereadores, por exemplo, não recebem aumento salarial desde 2004.  

Ciro quer manter essa boa imagem e, para isso, prega a total independência de poderes. "Vamos trabalhar de forma independente, deixando de lado as cores partidárias", discursa. Ele lembra que a Casa de Leis precisa ter um presidente atuante, que realmente bata ponto diariamente. "Ser presidente do Legislativo não é só aparecer no dia das sessões ou querer ver sua foto na galeria de presidentes. É preciso dedicação total, pois trata-se do segundo mais importante cargo público do município, sem a presença e assinatura do presidente na Casa, as coisas não andam por aqui", finaliza Ciro. É o que vamos ver a partir de 5 de fevereiro, quando acontece a primeira sessão legislativa do ano.



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