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POLÊMICA

Câmara rejeita investigação sobre áudio do prefeito

07 Novembro 2018 09:42:00

Sintraspug queria que os vereadores abrissem uma sindicância

Foto: Arquivo Jornal Metas

Por oito votos a quatro, a Câmara de Vereadores de Gaspar rejeitou, na noite desta terça-feira (6), o pedido do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar (Sintraspug) para abrir uma investigação de um suposto crime de assédio moral praticado pelo prefeito, Kleber Wan-Dall. Votaram a favor da investigação apenas os vereadores Dionísio Bertoldi (PT), Cícero Amaro (PSD), Rui Carlos Deschamps (PT) e Mariluci Deschamps Rosa.

A denúncia do Sintraspug é referente aos famosos áudios gravados pelo prefeito e enviados pelo aplicativo whatsapp, onde ele pedia para que seus subordinados se empenhassem na divulgação positiva da proposta que criava o Prêmio Assiduidade em substituição ao Auxílio Alimentação. As gravações foram enviadas a um grupo de servidores comissionados (assessores, diretores e secrtários) mas acabaram vazando e passaram a circular nas redes sociais.

O prefeito Kleber Wan-Dall comentou a decisão da Câmara. "Os vereadores entenderam que esse é um assunto que foi superado e, além disso, o sindicato já levou o tema ao poder judiciário, ou seja, não há necessidade da Câmara se manifestar", ressalta.

Já a presidente do Sintraspug, Lucimara Rozanski da Silva, afirma que a decisão demonstra que não há prioridade em defender o servidor público em Gaspar. "A Câmara tinha a prerrogativa de abrir a sindicância para apurar os fatos, mas não o fez alegando que um único ato do prefeito não era suficiente para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Isso demonstra não apenas o descaso do executivo com os servidores, mas também o do legislativo".

A polêmica

O áudio gravado pelo prefeito Kleber foi enviado ao grupo "Gaspar Eficiente" no fim do mês de agosto. Na gravação, o prefeito dá um prazo para que todos sigam a sua determinação, caso contrário ameaça tomar providências, porém, ele não chega a especificar quais seriam essas providências: "Pessoal, prestem atenção. Se até meia-noite não tiver compartilhamento de cada um dos senhores e das senhoras desse vídeo, e comentários defendendo, positivo, na postagem, amanhã eu vou tomar providências. Certo? Compartilhem, liguem, falem um com o outro aí. Resolvam esse negócio. Quero compartilhado por cada um dos senhores. Amanhã vou tomar nota aqui com o pessoal da comunicação. Certo? E fiquem atentos para responder aos comentários que for. Tem que cumprimentar e parabenizar a decisão do governo, que vai atender a uma reivindicação do servidor, vai continuar pagando os R$ 430 em dinheiro. Certo? E ao mesmo tempo fazendo economia para o município de Gaspar. Preciso de vocês, agora", diz Wan-Dall no áudio.

Na época, procurado pela reportagem do Jornal Metas, o prefeito Kleber admitiu que enviou a mensagem, mas que elas foram direcionadas para um grupo fechado de comissionados e secretários. "Infelizmente, alguém do grupo acabou repassando as mensagens adiante, mas não teve qualquer tipo de direcionamento aos servidores efetivos", explicou. O prefeito disse ainda que esse tipo de cobrança é normal. "Trata-se de um puxão de orelha à equipe de trabalho e que acontece em toda administração pública", amenizou.



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