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Aventura.

Subida de bike ao Pico da Bateia

Quem conta essa experiência é o ex-professor da Luiz Franzói, Bruno Wilert Tomio


Bruno subiu o morro de bike para conhecer a trilha

O professor de Educação Física, Bruno Wilwert Tomio, 28 anos, é apaixonado pela natureza e por aventuras. O seu esporte preferido é pedalar. Em 2017, quando dava aulas na escola Luiz Franzói, no bairro Bateias, ele também desenvolveu um projeto chamado "Conhecer Pedalando", que percorre trilhas com o objetivo de apresentar e divulgar lugares, belezas naturais, pessoas e a cultura de regiões específicas de Santa Catarina e até de estados vizinhos. Os relatos dessas experiências são publicados em um blog, que Bruno mantém até hoje juntamente com a sua companheira, a bióloga e educadora ambiental Daniela Pereira (conhecerpedalando.wixsite.com/projeto)

Bruno teve a ideia de envolver os seus alunos no projeto a partir de uma visita a um dos locais mais conhecidos do Bateias: o Pico da Bateia, com cerca de 700 metros de altimetria e que determina os limites entre Gaspar e Brusque. Para isso, ele pegou sua bike e subiu o morro, numa experiência que ele descreve como incrível, embora bem mais difícil do que a tradicional caminhada, que é a forma mais comum utilizada pelos aventureiros para chegar ao cume. A ideia, conta Bruno, era conhecer as condições da trilha para poder levar os estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, a pé e com segurança.

Foto: Divulgação

Ele explica que subir de bicicleta requer certa experiência em ciclismo de trilha (mountain bike), pois existem muitas cavas, valas e pequenas erosões ocasionadas pela passagem de motocicletas e quadriciclos. Porém essas dificuldades são recompensadas pela beleza do visual que o topo do morro oferece, onde em dias de céu claro é possível avistar as cidades de Brusque, Gaspar, Ilhota, Blumenau, e parte do litoral de Itajaí, Balneário Camboriú e Penha.

A descida, segundo ele, também pode ser recompensadora. "Dá para descer pedalando mesmo com vários obstáculos, até mesmo em terreno argiloso, claro que essa possibilidade dependerá da condição técnica, física e uma boa bicicleta, ainda mais em dias pós-chuvas onde as condições do terreno são mais desafiadoras", observa o professor.

Ele conta que experiência de subir o Pico da Bateia foi realizadora, pois há algum tempo ele desejava conhecer pedalando o lugar. Durante o trajeto de volta, ele conheceu alguns moradores locais e um pouco mais sobre a história e problemas frequentes no morro. "Próximo à entrada da trilha para o topo do morro, conheci o Neni, morador local que me convidou para tomar um café em sua casa, onde me relatou um pouco da sua história de vida e também comi e ganhei algumas deliciosas bananas plantadas na região". Já no topo do morro, Bruno conheceu o Sr. Horn, um amante e incansável defensor do Pico da Bateia. Horn, relembra Bruno, é de uma família que vive há várias gerações naquela região. "Ele também contou-me histórias e relatou problemas da localidade", revela.

APA

O Pico da Bateias é uma Área de Proteção Ambiental (APA), que contempla a Bacia Hidrográfica dos Ribeirões formadores do Ribeirão Bateias e da qual são provenientes as águas que abastecem a ETA IV do Samae, localizada na Rua Carlos Zuchi Neto, com limites geográficos que ficam definidos como sendo a linha do divisor de águas com área aproximada de 200 hectares. Porém, mesmo sendo uma APA com rica e importante biodiversidade, a área sofre ameaças frequentes de caçadores, de apropriações indevidas de terras, de pedreiras, de vândalos e de trilheiros que realizam incursões inapropriadas que impactam no meio ambiente. "É de extrema importância a necessidade de um processo de educação ambiental com a comunidade local", alerta Bruno. E foi exatamente por isso que ele levou seus alunos para interagir com o Pico da Bateia. O professor conta que essa experiência foi decisiva para o amadurecimento do Projeto "Conhecer Pedalando". "Passei a trabalhar muito mais a questão ambiental nas escolas por meio de palestras". Atualmente, Bruno cursa o mestrado tendo como pesquisa um projeto educacional para estudantes do ensino médio onde pretende ampliar essa contato da comunidade estudandil com a natureza da região, contribuindo para a conscientização e preservação.

Os estudantes da Luiz Franzói durante a visita ao Pico do Bateias




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