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Perfil.

'Meu maior orgulho foi ter presidido o Tupi'

Luciano Testoni, o Lulu, relembra sua trajetória no futebol e os dois anos que presidiu o clube

Foto: foto: Alexandre melo / Jornal Metas
Luciano, a esposa Deise e os filhos Jadson e Bernardo


foto: Alexandre melo / Jornal MetasLuciano, a esposa Deise e os filhos Jadson e Bernardo

Todo o guri sempre sonha em ser jogador de futebol. Muito mais quando se tem um pai que é apaixonado pelo esporte. Seu Irineu Testoni, o popular Tino, morador do Barracão foi o maior incentivador de Gilmar Luciano Testoni. Quando criança, deu os primeiros chutes na bola em um campinho perto de casa, sempre na companhia do irmão, Jerson Testoni, hoje técnico de futebol do Brusque, e de outros meninos da vizinhança. Mas, foi no campo onde hoje é a Escola Marina Vieira Leal, no Barracão, que Lulu, como é conhecido entre os boleiros, tem as mais belas recordações. "Todo o final de semana tinha torneio e era muita gente da comunidade assistindo", conta o ex-jogador, hoje com 49 anos e empresário do ramo da reciclagem.

O primeiro time oficial na vida de Luciano foi o Botafogo do Óleo Grande. Jogou também no Barracão. Antes, porém, ele já havia passado pelas escolinhas de futebol do Carlos Renaux e do Paysandu, ambos de Brusque.

"Eu saía da aula, na Frei Godofredo, e pegava o ônibus direto de Gaspar até Brusque, descia na antiga rodoviária, que era próxima do campo, fazia um lanche rápido e ia direto para o treino. Em casa, eu chegava depois das 19 horas", conta Luciano. Assim, ele seguiu essa rotina até completar 16 anos, quando então abandonou por um tempo a ideia de ser profssional, até porque naquela época não havia tantas categorias de base. "Era júnior ou profissional", lembra Luciano. Ao completar 19 anos, idade mínima para ingressar no júnior, ele então vestiu, pela primeira vez, a camisa do Clube Atlético Tupi. Daí pra frente, entre idas e vindas, foram mais de 12 anos de serviços prestados ao Índio Gasparense até se tornar presidente em 2016 e 2017. "Ser presidente do Tupi foi um dos maiores orgulhos da minha vida, imagina um cara aqui do Barracão presidir o maior clube de futebol da cidade", afirma Luciano. Em 2003, ele era o zagueiro do time do Tupi que ganhou pela última vez o título da Liga Blumenauense de Futebol (LBF).

Em 1997, então com 25 anos, Luciano foi convidado a fazer um teste no Brusque e levou junto o seu irmão, Jerson, na época com 16 anos. "Eu fui aprovado, mas o Jerson não. Daí eu pedi para que dessem a ele uma nova chance, o técnico mandou ele voltar alguns dias depois. O Jerson fez um grande treino e acabou aprovado", revela Luciano. Jerson se profissionalizou no Brusque e jogou em outros times de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, enquanto Luciano preferiu voltar para o amador. "Eu ganhava mais disputando torneios amadores pela região", admite. E não foram poucos os times amadores que Luciano defendeu ao longo da sua carreira. Seguramente, foram mais de 15. "Só em Gaspar eu acredito que joguei em mais de dez", afirma Luciano. Entre os times que ele defendeu estão o Tamandaré, Gasparense, Ferroviário e Cruzeiro. Fora de Gaspar, Luciano jogou por times de Blumenau, Brusque, Itajaí, Indaial e Pomerode. Parou aos 43 anos por causa de uma lesão no quadril, quando já jogava apenas futebol suíço. Seu último título foi com o Fofix. Nas lembranças, ele tem alguns bons jogadores com os quais jogou junto. "É muita gente, posso não lembrar de todos, mas o Junior Galego, Jean Gasparinho, Wanderlei Knopp, Claudionor Cruz, Brunno Medeiros, Maninho do Bimo. O futebol acaba nos dandos grandes amizades", observa Luciano.

Negócios

Hoje, ele se dedica a suas empresas, uma de compra de material de pvc para reciclagem e outra que produz canos a partir do pvc reciclado. Ele mora em uma casa ao lado do galpão, no início da Rua Amádio Beduschi, que faz a ligação entre o Barracão e a localidade do Óleo Grande. O futebol continua sendo uma grande paixão da família Testoni. Neste sábado (30), Luciano e seus dois filhos - Bernardo, de 19 anos, que segue os passos do pai, e Jadson Henrique, de 9 anos - vão estar muito ligados, afinal, o time do coração da família, o Palmeiras vai disputar a final da Libertadores da América. A esposa, Deise Machado, com quem é casado há 25 anos, é Flamengo, mas nestas horas admite que tem que unir forças com toda a família.



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