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SELO

Linguiça Blumenau com IG regional

Ideia é criar uma identificação do produto com o Vale do Itajaí


A Linguiça Blumenau atravessou gerações com receita única trazida pelos colonos alemães / Foto: Divulgação/


Na gastronomia típica local, nas lojas de souvenirs, nas festas regionais, no cardápio dos restaurantes e no dia a dia das famílias. Se tem uma coisa que não pode faltar quando o assunto é tradição germânica no Vale do Itajaí, é a Linguiça Blumenau. Por isso, a ideia é criar uma Indicação Geográfica (IG) para o produto, ou seja, mostrar que a Linguiça Blumenau é um produto genuinamente de uma região restrita do Vale do Itajaí, e que atravessou um século sendo produzida com a mesma receita artesanal trazida pelos colonos alemães. E para que a Linguiça Blumenau mantenha essa identidade regional, frigoríficos instalados em cinco municípios da região (Blumenau, Pomerode, Gaspar, Timbó e Indaial) estão empenhados em obter o selo do IG. Segundo o Ministério da Agricultura, esse registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.

O projeto, ainda embrionário, tem o apoio e consultoria do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nesta quinta-feira (6), um encontro, na sede do Sebrae, em Blumenau, marcou o lançamento oficial do projeto. Estiveram presentes representantes de nove frigoríficos, que firmaram o compromisso de criar a associação dos produtores de linguiça do Vale do Itajaí. A ideia é que a entidade discuta a profissionalização da atividade, além da proteção à marca Linguiça Blumenau. Durante o encontro, o consultor técnico do Sebrae, Rogério Ern, lembrou que a IG está voltada para toda a cadeia produtiva da linguiça e que ela trará benefícios sociais. O produtor André Patrick Hartmann, de Timbó, reforça a proposta principal que é fortalecer e proteger o produto. "Queremos que a Linguiça Blumenau seja produzida somente na nossa região", afirma.

  Atrativo a mais 

Conferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de Indicação Geográfica é um atrativo a mais para o reconhecimento de um produto e o consequente avanço econômico da região fabricante. "Em Santa Catarina já temos este reconhecimento para alguns produtos, como os dos Vales da Uva Goethe, conquistado em 2012, e da banana da região de Corupá, em 2018. Para a região do Vale, onde a Linguiça Blumenau é fabricada, ter a IG será um importante passo para a proteção, reconhecimento e desenvolvimento da produção local", explica Aloisio Salomon, analista do Sebrae para o Vale do Itajaí.

A partir de agora, Sebrae e produtores passam a estruturar informações sobre o produto e a realidade local, que irá resultar na construção das características, processos e limitação territorial da Linguiça Blumenau. Segundo a entidade, a conclusão das ações de preparo e a obtenção do registro devem acontecer no fim do ano.

Além da linguiça Blumenau, outras regiões com produtos característicos estão pleiteando o reconhecimento de Indicação Geográfica. São eles: as ostras de Florianópolis; o camarão de Laguna; a cachaça de Luiz Alves, a banana de Luiz Alves, a maçã Fuji da região de São Joaquim, os vinhos de Altitude de Santa Catarina e o Mel de Melato de Bracatinga do planalto Sul brasileiro. No total, mais de 5 mil produtores catarinenses estão sendo impactados diretamente com a estruturação dessas IGs.


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