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VIVÊNCIA

Experiências em terras além mar

15 Fevereiro 2019 18:58:00

Intercâmbio ajuda a preparar jovens para o futuro


Júnior e Breno (casaco) passaram quase um ano nos Estados Unidos e França, respectivamente / Foto: José Roberto Deschamps/Jornal Metas/


Viver novas experiências, fazer novas amizades, conhecer lugares diferentes, aprender "a se virar" sozinho... são vários os motivos que levam os jovens brasileiros a fazerem um intercâmbio. E, em Gaspar, muitas destas "viagens" são oportunizadas pelo Rotary Club que, há mais de 10 anos, ajuda jovens a realizarem este sonho. O programa de intercâmbio do Rotary Internacional, conforme explica a presidente do clube gasparense, Franciele Cordeiro, é destinado para pessoas entre 14 e 18 anos e funciona da seguinte forma: para enviar os jovens para outros países, a cidade também precisa "acolher" intercambistas estrangeiros. Até hoje, pelo Rotary Club, 12 gasparenses já viveram esta experiência. "É um intercâmbio de longa duração, quando os jovens ficam quase um ano longe de casa. Entendemos que isto é importante para eles, pois possibilita sair da zona de conforto e, assim, evoluir. Eles tornam-se mais seguros, mais auto-confiantes, maduros e independentes", ressalta.  

E, nesta semana, quem compartilhou os aprendizados proporcionados por esta jornada foram os jovens gasparenses Breno Nascimento Nicoletti e Luciano Bernardi Júnior, ambos de 17 anos. Durante encontro promovido pelo Rotary Club na noite de terça-feira (12) eles contaram como foi o intercâmbio feito à França (Breno) e Estados Unidos (Júnior).

"O que me motivou a participar de um intercâmbio foi a vontade de ter uma vida diferente, com novas experiências e a possibilidade de fazer novos amigos, bem como aprender a se virar", diz Breno, que ficou na França entre agosto de 2017 e junho de 2018. Ele diz que é difícil resumir o que viveu em palavras. "Tudo o que vivenciei lá refletiu de alguma forma em minha vida. Aprendi a ser totalmente independente, a ter calma e paciência para resolver os problemas. Acredito que amadureci e ainda voltei para casa falando um idioma a mais". Ele conta que se surpreendeu com os franceses - uma das coisas que mais chamou a sua atenção. "Fui para lá com medo deles serem pessoas frias e ríspidas, como diziam. Mas foi bem o contrário: recebi muito carinho e amor de todos que conhecia lá, fiz muito amigos". Breno também chama a atenção para a possibilidade de ter vivenciado uma nova cultura. "Talvez a saudade de casa tenha sido uma dificuldade... mas tentei não focar nisso. Me concentrei no que eu estava vivendo e acho que é o que todo mundo deve fazer".

Júnior sempre teve o sonho de um dia poder morar fora do Brasil e, por isso, quando soube do programa do intercâmbio cultural do Rotary Club decidiu se inscrever para participar do processo de seleção. Ele foi um dos jovens selecionados e morou em Montana, nos estados Unidos, durante 11 meses - entre agosto de 2017 e julho de 2018. "A experiência foi única e inesquecível. Conheci novas pessoas, fiz novas amizade e aprendi uma nova língua, além de conhecer muitos lugares incríveis", diz. Mas, para ele, o grande aprendizado foi descobrir como ser independente. ""Sempre fui acostumado a ter a família e amigos me ajudando com os problemas e durante o intercâmbio fui responsável por tomar decisões diariamente desde situações simples até questões mais complexas como, por exemplo, o controle de gastos financeiros". Assim como Breno, a distância da família e dos amigos foi o que "mais pegou. "Mas logo me acostumei", afirma.

Preparação 

Atualmente, há três jovens gasparenses em intercâmbio proporcionado pelo Rotary Club. Maria Vitória Gaia, que está na Dinamarca; Maria Isabel Goedert, nos Estados Unidos; e Ana Catarina Zuchi, na Argentina. Em contrapartida, famílias gasparenses estão acolhendo a mexicana Michelle Thaís Isório, a americana Zacarias Perry e a jovem Supisara Surareangchai, da Tailândia. "Antes de receber os jovens, as famílias passam por um processo de preparação. Já os intercambistas passam por um processo de seleção, que envolve testes de conhecimentos gerais, psicológicos e sobre a história do clube. Eles vão acumulando pontos e os melhores colocados tem direito de escolher primeiro o destino", explica Franciele.


Foto: José Roberto Deschamps/Jornal Metas/


Foto: José Roberto Deschamps/Jornal Metas/


Foto: José Roberto Deschamps/Jornal Metas/


Foto: José Roberto Deschamps/Jornal Metas/













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