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CONCEITO

Conexão por meio da música

Sistema Biodança ajuda as pessoas a se autoconhecerem


Antes da dança, o grupo se reúne em uma roda verbal, onde cada um fala das suas experiências / Foto: Alexandre Melo - Jornal Metas /

Uma forma de conectar as pessoas entre si e o mundo. Esse é o conceito básico da Biodança (dança da vida), um sistema criado pelo professor, psicólogo e poeta chileno Rolando Toro, na década de 1960. Ele percebeu que os movimentos corporais auxiliam no desenvolvimento em diversas fases da vida e, por intermédio da música e da dança em grupo, essa expressão corporal se manifesta mais intensamente. Desde então, a Biodança, também conhecida como movimentos da vida, vem ganhando cada vez mais adeptos mundo afora.

Em Gaspar, a Biodança chegou em 2015. Os encontros hoje são semanais, com 2h30min de duração, no Espaço Integrado Atitude, na rua Frei Solano, no bairro Gasparinho. Arleide Schramm, dona do espaço, descobriu a Biodança há quatro anos e, desde então, sua vida se transformou. Ela define o sistema como uma caricatura da vida. "Aqui trocamos a rigidez da vida por movimentos terapêuticos onde nos desapegamos de tudo. A roda de dança é permissiva", resume.

Essa capacidade da Biodança de auxiliar a pessoa a romper barreiras e de se autoconhecer melhor serviu para uma mudança radical na vida de Cristiane Americano. "Eu era uma pessoa muito tímida e de poucas amizades, hoje me sinto muito mais segura", afirma. Ela trouxe outras pessoas para o grupo, como Terezinha Marsango. "No início, eu pouco falava, tinha receio e medo de me expressar, hoje posso dizer que sou outra pessoa. Até o diálogo em casa melhorou, tenho muito mais paciência e afetividade", revela.

Jaime Bachmann, professor de Biodança do grupo, faz questão de esclarecer que a Biodança não é uma terapia, até porque ela não trabalha doenças, mas as potencialidades de uma pessoa saudável. "A Biodança visa reforçar os potenciais saudáveis que existem em cada pessoa, possibilitando melhorar a qualidade de vida e sua expressão no mundo", acrescenta. Ele explica que o sistema se organiza a partir de cinco linhas de expressão. A vitalidade, que são as respostas que se dá quanto ao potencial de movimento; a sexualidade, que é a capacidade do ser humano de sentir prazer de estar vivo; a criatividade, enquanto capacidade curiosa e exploratória de descobrir a vida e o mundo; a afetividade, quando nos vinculamos a outro e as emoções e sentimentos a partir daquilo que nos afeta; e, por fim, a transcedência, que é a superação do próprio ego, ou seja, somos seres vivos diferentes dos outros, mas com potenciais e limitações. O professor explica que a integração humana se dá, no caso da Biodança, sob quatro primas: o da integração motora entre os três centros: pensar, sentir e agir; a renovação orgânica: o corpo passa a se perceber integrado, gerando saúde; a reeducação afetiva: através de exercícios de encontro entre os participantes do grupo; e reaprendizagem das funções originarias da vida: contato com os instintos enquanto mantenedores da vida. "A pessoa tem que ter a capacidade de se relacionar, primeiro, com ela mesma, depois com o outro e, por fim, com o grupo". A música, de acordo com o professor, deve ser orgânica, ou seja, fazer bem aos ouvidos. "Uma música agradável significa ter bom ritmo, melodia e harmonia, assim o corpo reage positivamente". Não há restrições para a prática de Biodanza. As pessoas de todas as idade podem praticar. Quem se interessar pode entrar em contato com a Arleide, no whatsapp (47) 99610-2337, para realizar uma aula gratuita experimental.


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