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COLUNA
Por Antonio Gavazzoni | contatogavazzoni@gmail.com

Eleição, amizades e o exercício da democracia

26 Outubro 2018 19:20:00

Quem chegou ao final desta eleição sem brigar com um parente ou amigo está de parabéns. Não foi fácil conviver com polarização, radicalismo e extremismo de opiniões por todas essas semanas. Aquelas conversas de outrora, quando um eleitor tentava convencer o outro por meio de uma boa argumentação, foi substituída por um turbilhão de informações que circularam por aplicativos de mensagens instantâneas e pelas redes sociais. Não bastasse o excesso de informação, as notícias falsas se alastraram como verdadeira praga.

Foi preciso muita maturidade para separar as coisas e respeitar as opiniões alheias. E serviu também para identificarmos os verdadeiros amigos, aqueles que, ou estão conosco, do mesmo lado, ou têm opinião divergente, mas sabem respeitar e se dar ao respeito. Da mesma forma, aqueles que não conseguem lidar com um pensamento diferente do seu e desfazem amizade - prova de que ela verdadeiramente nunca existiu.

Além do exercício intensivo de democracia, as eleições em 2018 vão nos deixar como resultado - seja qual for a resposta das urnas - um país diferente, um país dividido que precisará se "re-unir" se quiser retomar as rédeas de seu desenvolvimento. Como disse Barack Obama em seu discurso após perder as eleições nos Estados Unidos, "estaremos todos no mesmo barco". Continuaremos tendo os mesmos desafios e problemas a superar.

Mas é no resultado das eleições estaduais que o resultado será sentido mais direta e rapidamente. Digo isso porque Santa Catarina é um Estado fora da curva, com indicadores econômicos e sociais conquistados a duras penas. Sobressaímos inclusive em âmbito internacional porque soubemos desenvolver políticas econômicas e sociais sólidas, em conjunto e harmonia entre os poderes e entre a iniciativa privada. Construímos uma Santa Catarina segura juridicamente, com diversos selos de qualidade em diferentes áreas. Sobrevivemos a uma dura crise sem amargar índices cruéis de desemprego vistos em estados muito próximos.

Tudo isso levou anos para se consolidar, mas agora corremos risco concreto de, em pouquíssimo tempo de campanha, ver essa construção ruir. Mais uma vez entrarão em jogo nossas amizades e nosso poder de argumentação. Em defesa dos nossos empregos, de um estado que não aumente os impostos, que não privatize nossas empresas. Faz parte da democracia conversar, argumentar, mostrar contrapontos. Sem fake news, mas com fatos, números, comparações. Agora é a hora, cada diz é um cenário e cada voto conta. Repito Obama: independentemente do resultado, continuaremos no mesmo barco. O problema é se começar a entrar água e formos a pique. Podemos ficar omissos e esperar, ou podemos argumentar, convencer. A responsabilidade é nossa. Quem avisa amigo é.


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