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Vacina a conta-gotas

Para enfrentar a pandemia não tem mágica, como pareceu querer propagar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), cidade que nos últimos dois meses teve o triplo de mortes por COVID-19 em relação aos nove meses de pandemia em 2020. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, recebeu até comentários do presidente da República, Jair Bolsonaro, que prometeu visitar ainda esta semana a Chapecó para cumprimentar pessoalmente João Rodrigues.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que combate a pandemia são as medidas sanitárias (distanciamento, máscara e álcool em gel), mas fundamentalmente vacina e, neste quesito, o Brasil segue lento por conta de ter iniciado a compra do produto bem depois que a maioria dos países. Agora, precisa correr atrás do prejuízo, mas tá difícil achar insumos no mercado. O Ministério da Saúde tem muitas promessas, mas poucos negócios fechados. Matéria desta edição mostra que Gaspar vacinou cerca de cinco mil pessoas em quase três meses de campanha. É muito pouco, para uma meta de quase 20 mil pessoas dos grupos prioritários desta primeira etapa da imunização. Neste ritmo, a vacinação em Gaspar terminaria somente no final do ano, o que convenhamos não é nada animador. Há semanas atrás, a Fedaração Catarinense dos Municípios (FECAM) abriu negociações com uma empresa, com sede na Bulgária, para a compra de 3,5 milhões de doses da vacina russa Sputinik V, porém, o Tribunal de Contas do Estado apontou inconsistências no contrato e o negócio pode não avançar. Nunca é demais lembrar que estamos tratando de salvar vidas e, nesta hora, a burocracia e as "inconsistências" precisam ser deixadas de lado.


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