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Um bate-boca desnecessário

Sem o contraponto que o debate exige, a Prefeitura de Gaspar, por meio da sua área de engenharia, foi até a Câmara de Vereadores explicar as mudanças na obra de macrodrenagem da Rua Frei Solano, no bairro Gasparinho. Uma reunião aberta, com pouco presença de público - a maioria eram servidores ligados ao governo - e sem a oposição que perdeu a oportunidade de esclarecer as dúvidas (se é que elas existem mesmo). Tudo poderia ter sido evitado se o pedido do vereador Dionísio Bertoldi (PT) tivesse sido atendido dentro do prazo que rege Lei Orgância do Município. Ao invés disso, as lideranças governistas decidiram, a portas fechadas, que o requerimento era irrelevante e que não havia necessidade de respondê-lo, já que a obra atendia aos anseios da comunidade. O requerimento foi parar em alguma gaveta do poder, tendo sido retirado somente depois que a justiça obrigou a Prefeitura a respondê-lo. O que fica desse episódio? A certeza de que o discurso não tem nenhuma relação com a prática. Ou seja, prega-se o diálogo entre poderes, a transparência e o debate democrático, porém, não se faz nada disso. E essa postura não é apenas desse governo, outros que lá estiveram recentemente também desdenhavam da oposição. Quem perde com isso? A comunidade que se vê diante de um bate-boca desnecessário, de suspeitas infundadas e de um Ministério Público que daqui a pouco pode achar que de fato podem existir irregularidades na obra.  



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