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Tempos de intolerância

O assassinato do prefeito de Imbuia, João Schwambach, reforça o atual momento em que vivemos: o da intolerância. As pessoas simplesmente deixaram de lado o diálogo, o pluralismo e as diferenças de opiniões e modo de vida para acreditarem apenas naquilo que lhes convém. Independente do motivo do crime, está mais do que provado que ser político hoje requer muita coragem, pois frequentemente a classe é vítima de atos extremos

Estamos fragilizados em nossa democracia, pois quando a intolerância toma conta, a tendência é não haver mais o diálogo. E esse não é único caso em que um político é brutalmente atacado pela sociedade. O próprio presidente, Jair Bolsonaro, foi vítima do ódio e da intolerância, quando foi atingido por um facada durante a campanha eleitoral.

É verdade que essa intolerância é fruto de uma sociedade que conviveu décadas com a corrupção sob seus olhos e agora decidiu gritar contra toda essa sacanagem. Todavia, tudo tem limites, não se pode generalizar, não se pode achar que somos tudo e tudo podemos. Individualismos e opiniões precisam ser respeitados sob pena de desestabilizarmos a sociedade. Vem aí mais uma eleição, e mais uma vez ideias serão colocadas à prova, assim como o trabalho de muitos administradores públicos. Oxalá, seja esse momento apenas de debate não da simples eliminação de quem não pensa ou faz como achamos que deveria ser feito.


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