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Rigor da lei, voto e mudança

A cada eleição, a lei eleitoral torna-se mais rigorosa. Por meio de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicam-se pesadas multas e penalidades aos candidatos e pré-candidatos. Foi-se o tempo em que dinheiro e corrupção permeavam nos pleitos eleitorais brasileiros.

Os tempos são outros e o rigor da lei se justifica plenamente, embora a sociedade ainda espere por uma reforma eleitoral ampla e irrestrita, acabando de vez com reeleição e unificando o país em eleições gerais, apenas para ficar em duas propostas fundamentais.

Mesmo sem a reforma eleitoral, o TSE tem conseguido, a cada eleição, tornar a disputa mais equilibrada. Falta, evidentemente, que o eleitor tome consciência da importância do seu voto e o trate com a devida consideração e respeito, pois ao trocar o seu voto por um benefício próprio, o eleitor está, na verdade, prejudicando não apenas a si, mas a toda a sociedade.

A lei existe para que candidatos com passado sujo não possam entrar na disputa eleitoral, mas a decisão final de quem serão os nossos representantes municipais, estaduais e federais é unicamente nossa. Há um sentimento de mudança, que começou na eleição de 2018, mas que não vingou da maneira como a sociedade almejava, e estamos novamente às portas de uma eleição onde a palavra que mais se ouve da boca dos candidatos é mudança, Mudar, porém, pode ser o simples ato de tirar um objeto de um lugar e colocá-lo em outro, o que nos faz enxergá-lo de outro ângulo. Será essa a mudança que a sociedade tanto espera da nossa política? É de refletir.


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