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Os prejuízos políticos e administrativos

Nada a comemorar, só a lamentar que 25 anos depois Santa Catarina tenha novamente um governador alvo de impeachment. Uma situação singular e que protela outras decisões importantes que impactam diretamente na vida dos catarinenses. O desgaste é enorme para os três poderes. As tensões de bastidores revelam uma verdadeira batalha entre a turma do "contra" e a do a "favor". Neste momento, a prioridade deixa de ser questões fundamentais para a economia do Estado pós-pandemia em detrimento dos impeachments os quais o governador e sua vice são alvos. Os reflexos deste debate bilateral serão sentidos lá na frente por toda a sociedade catarinense.

Um processo de impeachment é um ato político, mas atinge diretamente a economia do Estado, afasta investidores e deixa a máquina pública em estado de letargia. A vice-governadora, Daniela Reinehr assumiu nesta terça-feira (27) prometendo poucas mudanças, porém, na medida em que os meses forem avançando, e poderão ser seis meses, ela terá que impor o seu jeito de governar, o que implica mexer em toda a estrutura de primeiro e segundo escalões do governo. Evidente que isso também vai impactar no fluxo do trabalho e muitas decisões vão ficar para depois.

Portanto, na atual conjuntura o importante é dar celeridade aos processos de impeachment para que as coisas se resolvam logo e o Estado de Santa Catarina possa voltar à normalidade política. É para isto que todos nós torcemos.


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