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O PT sem Celso Zuchi

A confirmação da desistência do pré-candidato do PT, Celso Zuchi, à Prefeitura de Gaspar é emblemática e histórica porque tira definitivamente de cena uma das maiores lideranças políticas do município. Zuchi teve a sua derradeira oportunidade de disputar uma eleição. Dificilmente Gaspar o verá novamente em palanques como candidato. O ex-prefeito de três mandatos e cinco campanhas eleitorais já sabia, desde 2018, quando disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa e teve uma votação muito abaixo da expectativa, que era o momento de tirar o time de campo, mas internamente o partido insistiu para que ele fosse novamente o pré-candidato embora as vozes das ruas indicassem outro caminho.

O PT tem altos índices de rejeição não só em Gaspar, mas em todo o Brasil. A incerteza quanto à resposta das urnas aos três mandatos vinha martelando na cabeça do ex-prefeito nos últimos meses, além da pressão da família que não o queria como candidato. Depois de muito refletir, Zuchi optou pela saída estratégica. Fica o legado de três mandatos e inquestionáveis grandes obras para Gaspar. De qualquer forma, o PT passa agora a olhar para dentro de si, lamber suas feridas e encarar a eleição muito mais como um divisor de águas entre o legado do ex-prefeito e o começo do processo de construção de novas lideranças. É um ciclo que se fecha.

Em contrapartida, o cenário político se abre, pois surge a possibilidade de uma terceira via como adversário de fato da coligação que busca a reeleição de Kleber Wan-Dall, porém, os pré-candidatos que aí estão não oferecem muitas escolhas aos eleitores em 15 de novembro. 


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